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Frase de Luis Mateus

⁠Sete plantas do meu canteiro. Quem não ama o verbo plantar E não vê plantas a poder amar, É porque é louco ou nunca amou! Amar plantas não é coisa de doidos E doido é coisa que eu não sou! A todas dei nome. (... Caetana...) Era perfeita! Em bruto, um diamante! Mil jurados lhe bateram palmas de pé! Só que o problema do “para sempre” É ser coisa, que nunca o é. (... Surya ...) Olha-me, como se, em câmara lenta, Pudesse com tal dócil e forte vontade Dizer ao tempo: “aguenta, aguenta!” Para um dia sermos unos, eternidade! (... Laura ...) Não há espigões, nós ou embaraços Que mais amei e alguns lhe dei, Porque outrora dos meus braços, Foste errónea planta que plantei. (... Débora ...) De talo estranho e folhas doentes, Busca-me chorosa, de hora a hora, Como quem perde coisas frequentes E depois de ser ralhada, chora! (... Pilar ...) Doce governanta a tempo inteiro, Do cuidar e cantarolar certeiro E talvez pela sua posição Namoro-a um dia sim, e três não! (... Renata ...) De fraco porte, altiva e risonha, Com um olhar seleto a vir de cima, Como se não houvesse melhor rima Que a minha poesia componha! (... Leonor ...) Verte um tal odor no meu canteiro, Como se tudo fosse nada e ela veludo Que supera todas as plantas no cheiro, Querer, saber, beleza e talvez em tudo! Rego-as amiúde, uma a uma, Com o amor que pude e tenho, Porque me dou a todas e a nenhuma Dou o meu coração frio e estranho!

Luis Mateus

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Pensador.com

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⁠Amo-te assim! Amo-te assim, como o fogo ama arder E arremessar calor e luz do seu ninho;
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⁠Amo-te assim! Amo-te assim, como o fogo ama arder E arremessar calor e luz do seu ninho; Quero assim como ele, amar-te e morrer Contigo e assim arder devagarinho. Amo-te assim meu amor, e lá mais adiante Quando formos pó, poeira e coisa nenhuma, Debaixo da terra, serei teu amigo e amante, Serei teu mundo, até que ele nos consuma. Amo-te assim, tão-só e simplesmente, Que tão certo é Deus ser fé e piedade Como a minha boca que não te mente Ou estrelas e astros terem gravidade! Perca eu a voz, o chão e tu e de repente, Se este soneto não é, todo ele verdade.

⁠O primeiro amor Antes de tudo e todos, vem o primeiro Encanto, beijo, paixão, ou amor talvez,
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⁠O primeiro amor Antes de tudo e todos, vem o primeiro Encanto, beijo, paixão, ou amor talvez, Uma flor que se dá ou não por inteiro Ou o primeiro amor ou a primeira vez. Pousa a borboleta na flor de um jeito, Que no mel de seu ventre faz encosto, Como o tolo coração, que fora do peito Bate, antes de lhe bater um desgosto. O primeiro beijo é tépido e desajeitado, A prima paixão, tonta e sem medida E a primeira vez é um céu estrelado! Nada é eterno! Tudo é início e partida. E o primeiro amor dura só um bocado Até vir o primeiro desgosto da vida.

⁠Profetas Papaloni Certas tolas manadas de burlados credores Carregam profetas ilusionistas em andores
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⁠Profetas Papaloni Certas tolas manadas de burlados credores Carregam profetas ilusionistas em andores Que amestram uma tal curvada humanidade Num certo pasto d’uma reles fraternidade! Dizem cuidar d’um tal rebanho espremido, Da ovelha que lá foi e não devia ter ido, Como a que não sabe por onde tem andado: Se submissa, a pecar ou a roçar o pecado. Papaloni é ser um tal pastor engenheiro De questionável fé e duvidosa salvação, Que através de um tal medo aduaneiro, Cobra ao mundo uma certa contribuição, Porque uns dão um desatento dinheiro A uma irmandade atenta à desatenção.

⁠Mentir o amor A mentira severa que dura Engana a boca que a profere!
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⁠Mentir o amor A mentira severa que dura Engana a boca que a profere! É lobo sem lei nem bravura! É cordeiro em pele de engodo Que a todos dor confere. Vai cavando a sua sepultura E conspurcando de mágoa, O algodão que tinha no princípio. A língua ensanguentada É limpa depois com tintura, Pra desinfetar culpas e aflição! E nas entrelinhas do seu errar, Vai pedindo ao amor, Perdão! Mentir, Quem não usou já dessa pomada? O problema da mentira É a sua incontinência! Quando já nada a segura! Quando ela vira gente E mente, mente, mente!