Frase de Antonio Montes
ALARIDO Lá vem a boca da noite... Vem de baixo, vem de cima vem para eles, vem para elas... vem tecendo a sua, fúnebre rima. Mandíbulas abertas, sem trela... Rápida arisca, como se fosse uma gazela. Ela vem mordendo o tempo, sem seus dentes, mascando vida... Toda banguela! Vem... Dando dentadas pelas ruas escuras espreitando figuras, de agruras, sombras que assombram, almas inseguras. O bêbado, de bafo azedo, cospe, e fala grego, todo abobado... O menino no lixo, chora congelado ladrar de cão, frio de lua... Ninguém viu nada! Todos estão na casa, na sua. Mendigos? Estão perdidos, largados como se fossem descarte de mercado. Assovio estridente, de um beco qualquer... arrepios, desencadeia um aviso Mulheres vagam pelas áreas de riscos balas sem nome, nem código de barras saindo, sem asas com seus estampidos! Mais um projétil esta perdido. um caso para o seu doutor, espanto, alarido... Mais uma fêmea sem marido. Antonio Montes
No pensador.ai desde