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Frase de Camila Costa

“Você sai de um sufoco para entrar em outro. Não posso acreditar que você quer paz, pois te ofereci céus, e você preferiu infernos. É o que vejo, é o que transparecem os seus olhos sempre muito bonitos, mas também querendo apagar todos os seus brilhos. Explico porque vivo em silêncio para os seus ouvidos: você pode não aguentar as minhas verdades. Indo um pouco mais além nas verdades, eu posso não aguentar cada volta sua. Agora me lembrei daquela música: “mas cada volta tua há de apagar o que essa tua ausência me causou”. Não, não apaga! Quero que fique sempre nítido o que a sua ausência me causou, causa e sempre causará. Que fique nítido para que eu comece a não abrir a porta logo no primeiro apito da campainha. Eu sou tão frágil… E tão dura. Você irá me odiar… Eu sei que um dia você irá me odiar simplesmente por eu ter gostado demais de te ver sorrindo. A gente nunca quer que conheçam tão bem o nosso sorriso.” — E não vou pedir desculpas por ter tentado te convencer da felicidade que se podia ter, não vou…

Camila Costa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Camila Costa

Não sou capaz de falar metade das palavras bonitas que guardo para muitas pessoas. Não sei se você me entende, mas dizer palavras bonitas não depende somente de nós. Porque o outro precisa entrar na sintonia, sentir como nós, receber da mesma forma que estamos enviando. Entende i…
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Não sou capaz de falar metade das palavras bonitas que guardo para muitas pessoas. Não sei se você me entende, mas dizer palavras bonitas não depende somente de nós. Porque o outro precisa entrar na sintonia, sentir como nós, receber da mesma forma que estamos enviando. Entende isso? As palavras precisam fazer valer, e nem sempre me arrisco a desperdiçá-las.

“Vou sentindo cada vez mais o grito entalado e durmo ao invés de gritar. Vou me calando porque falta a voz de tanto que já foi usada em outros dias como esses, dias que não sabem que rota tomar e eu já não sei como lhes dizer. Mal sei de mim. Eu me confesso perdendo para a falta…
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“Vou sentindo cada vez mais o grito entalado e durmo ao invés de gritar. Vou me calando porque falta a voz de tanto que já foi usada em outros dias como esses, dias que não sabem que rota tomar e eu já não sei como lhes dizer. Mal sei de mim. Eu me confesso perdendo para a falta de bom senso, o medo, a incompreensão… Eu me confesso muito sem respostas para os meus olhos confusos no espelho. E não falo. Dia após dia, falo cada vez menos. Se um dia eu vier a falar mais do que devo, não há motivo para alarde: todo copo cheio transborda. Não vou dormir para sempre, mas ainda não decidi se realmente quero acordar.”

Abandonei alguns planos ao longo dos meses. Foi difícil, caso você queira saber. Mudei trajetórias e me surpreendi, não com os outros - esses são cada vez mais previsíveis -, mas comigo. Claro que não nadei em um mar de flores límpido e cheiroso. Passei por esgotos e esfolei bast…
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Abandonei alguns planos ao longo dos meses. Foi difícil, caso você queira saber. Mudei trajetórias e me surpreendi, não com os outros - esses são cada vez mais previsíveis -, mas comigo. Claro que não nadei em um mar de flores límpido e cheiroso. Passei por esgotos e esfolei bastante os joelhos. Andei sem mapa, bússola ou conselho que me guiasse. Andei por mim, pelas minhas próprias pernas, e há vezes em que até lamento isso. Uma mão às vezes ajuda. Todavia, o que ocorreu comigo foi isso: mudança de planos, diariamente. Amanhã, com toda a certeza, mudarei mais uma vez. E que você não me entenda, assim como todos eles. Que ninguém me entenda, pois eu não gostaria que me explicassem.