Frase de D. Azevedo
Que isso seja poesia algum dia, pois hoje não é Depois de espasmos conscientes demais Caminhar que já fora algum remédio Trouxe-me vontades súbitas de cair Naqueles asfaltos aquecidos pelo sol E fricções das rodas A ponte que ontem recebera minha arte Hoje pareceu tão rente as avenidas abaixo Que pareceu uma escada que chamava Meu semblante senil esforcei para quietar Mas como impossível é frear esses pensamentos Ele sempre voltava reclamando da enxaqueca Os cães vizinhos que sempre Sempre latiam enraivecidos ou brincalhões Quando eu chegava Hoje pareciam ver apenas um fantasma Um morto a entrar psicótico em sua casa. Paralisados de perplexidade pela incomum e agoniante expressão de um conhecido Porem agora, um louco pedindo ajuda Porém com medo de enlouquecer os seus Foge Foge Foge Pra fora de si Sem conseguir
No pensador.ai desde