Pular para o conteúdo

Frase de Eduardo Chiarini

⁠Reclusão. Meu caro, tem tempo que não vejo algumas coisas, E assim, lhe pergunto coisas simples Poderás constatar, nada complicado... Assim começo: o céu continua estrelado? A lua continua iluminando de prata o chão da rua? A rua continua exalando jasmim nas noites frias de inverno? O que me enchia de alegria e agora se esvazia Em uma triste poesia? Outrora, trôpego, vindo da boemia, A vida me parecia uma dança, bolero.... Sei que não possui todas as respostas, espero Por que, talvez eu não às queira, de teimosia. Afinal, meu caro, certamente não saberás Será que morri e não vi? Será que passei por aqui e não vivi? Será que que a vida me mentiu? Ou eu, covardemente, me escondi? É que tem tempo que não converso Comigo, com você, com ninguém. Em um longínquo deserto, além... Na lucidez, meu caro, de quem, não disperso. Certamente não lhe desconcerto, Não importa se certo ou incerto.

Eduardo Chiarini

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Eduardo Chiarini

Encontro Desafortunado Em um encontro desafortunado, a mentira, a traição e o jogo sujo,
Continuar lendo

Encontro Desafortunado Em um encontro desafortunado, a mentira, a traição e o jogo sujo, resolveram agir contra a humanidade, numa conspiração da maldade. A mentira dizia que amava, e sorria, mas mentia, A traição vestia-se de perdão, e ria, traía, O jogo sujo, este terrível complicador, Não se importava com a dor, De qualquer um ao seu redor, E a nós, impunha mais e mais desamor. Até que um dia, a poesia chegou. E na profundidade da alma calou, Dissipou todas as dores, e em versos bonitos e incisivos presenteou-nos com sorrisos. Poema inspirado em uma conversa com Léa. ⁠