Frase de Carlos Drummond de Andrade
É sempre no passado aquele orgasmo, é sempre no presente aquele duplo, é sempre no futuro aquele pânico. É sempre no meu peito aquela garra. É sempre no meu tédio aquele aceno. É sempre no meu sono aquela guerra. É sempre no meu trato o amplo distrato. Sempre na minha firma a antiga fúria. Sempre no mesmo engano outro retrato. É sempre nos meus pulos o limite. É sempre nos meus lábios a estampilha. É sempre no meu não aquele trauma. Sempre no meu amor a noite rompe. Sempre dentro de mim meu inimigo. E sempre no meu sempre a mesma ausência.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Andrade, C. D. Fazendeiro do Ar, José Olympio, 1954 | Nota de autoria: Nota: Poema "O Enterrado Vivo"
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