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Frase de GabrieldeArruda

Nhe’ẽ da Terra Nhanderuvuçu, em sua antiga sabedoria, destruiu para que a vida pudesse nascer de novo. Os povos originários sempre souberam: uma árvore não é madeira, é nhe’ẽ em pé, palavra que respira no corpo da terra. Mas os que se dizem donos não ouvem o nhe’ẽ da terra. Criam para destruir, desmatam a mata e, sem perceber, matam também o espírito. Ñande Ru não está longe, está no canto do colibri, na língua que ainda canta e mantém viva a memória da terra. Os teko porã vieram primeiro, não como donos, mas como lembrança viva de que a terra fala muito antes de termos ouvido. Mas os que se chamam proprietários apropriam-se sem escutar. Secam o rio que dá de beber, matam o rio que pede existir na sua sede de seguir. Quem não escuta o nhe’ẽ da mata caminha com corpo, mas o espírito se perdeu no vento. Sabem, no fundo da noite, que destruir a mata é silenciar o idioma do mundo. E quando derrubarem até a última palavra, não morrerá um corpo apenas, mas um modo inteiro de ser na vida. E se essa visão se apagar de vez, o que restar do mundo será somente casca.

GabrieldeArruda

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Santo Deus, por que me abandonaste? Que atrocidade é essa, essa tortura insuportável que me arrasta para o abismo? Não temo o inferno, não! Já sou um com ele, já o sinto queimando minhas entranhas, corroendo-me até o último suspiro! A desesperança me devora como um monstro famint…
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Santo Deus, por que me abandonaste? Que atrocidade é essa, essa tortura insuportável que me arrasta para o abismo? Não temo o inferno, não! Já sou um com ele, já o sinto queimando minhas entranhas, corroendo-me até o último suspiro! A desesperança me devora como um monstro faminto, e a solidão, fria e implacável, me arrasta para o fundo, sem piedade, sem fim.

Herança maldita de uma alma colonizada, o brasileiro, filho do latifúndio cultural, trocou o libré do barão, que fingia a classe francesa no salão de visitas, pelo jeans rotoso do cowboy ianque na tela do celular. Se antes ele engoliu, sem digerir, o luxo de Versalhes, hoje mast…
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Herança maldita de uma alma colonizada, o brasileiro, filho do latifúndio cultural, trocou o libré do barão, que fingia a classe francesa no salão de visitas, pelo jeans rotoso do cowboy ianque na tela do celular. Se antes ele engoliu, sem digerir, o luxo de Versalhes, hoje mastiga, sem paladar, o fast-food de Hollywood. Nesse pandareco tropical, onde a identidade é falsa e vestida como fantasia de outlet, onde o samba de raiz é embalado em plástico-bolha digital pra ser entregue como experiência cultural, e o forró virou trilha sonora de app de delivery, tudo é branding, tudo é pitch, tudo é mindset. O gerente se chama leader, o chefe virou head, e até o cafezinho foi promovido a coffee break. Em vez de ideias, fazem brainstorm. É tanta sigla em inglês que o trabalhador já esqueceu como se pede um aumento em português. E nesse co-working de muros baixos e inglês improvisado, confunde-se exploração com oportunidade, e subordinação com sofisticação.