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Frase de Rosangela Calza

⁠Sou uma pessoa de pontos finais. Não me incomodava com isso. E ponto.... Até que li "O vendedor de sonhos", de A. Cury. No livro, que me deixou meio zonza, o narrador diz ter sido um homem de pontos finais... até alguém lhe mostrar que a vida precisa mesmo...que a vida é feita mesmo de vírgulas. Algo mais ou menos assim... vírgulas... Vírgulas significam uma pausa... uma breve pausa. Você sabe que existem os ponto e vírgula, né? Uma pausa um pouco maior que a vírgula e menor do que o ponto. Fiquei me sentindo errada por ser uma pessoa de pontos finais... e comecei a treinar vírgulas. Até me saí bem, sou rápida em me adaptar... Mas... ontem fiquei a pensar: há coisas na vida que a melhor coisa é quando acontece um ponto final. Ou não? Pense: uma procura por um emprego... preparatório para concurso... uma doença... um aparelho nos dentes... uma monografia, dissertação ou tese que se tem de defender... uma gravidez de risco... uma amizade que só sabe sugar... um vício... um casamento descasado... um amor desamado... uma paixão sem razão... Vai dizer que não é bom um ponto final... ah! se é... Um amor desesperançado... acabado. Põe bom nisso... Voltei aos meus pontos finais.... afinal tem coisa que só tem que durar enquanto é bom... tem que ser eterno enquanto durar... e tem que acabar pra você conseguir recomeçar... em outro tempo... em outro lugar... onde é amar + amar = amado e amado enquanto durar. Punto e basta!

Rosangela Calza

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Pensador.com

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⁠Respeitem meu espaço, please! Quero poder gritar. Quando algo está a me incomodar.
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⁠Respeitem meu espaço, please! Quero poder gritar. Quando algo está a me incomodar. Se tento me controlar... Nada pior pra me desestabilizar. Manter silêncio? Dentro de mim esse silêncio é estrondoso... bombástico. Pronto a tudo explodir... ou implodir. E me fazer sumir. Quero chorar rios de lágrimas. Lavar a alma. alvejar... purificar. E continuar livre, leve, solta... pela vida a saltitar.

⁠Continua sendo intolerável viver. Não entendo por que se comemora tanto o nascer. Nasce-se e começa-se a morrer.
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⁠Continua sendo intolerável viver. Não entendo por que se comemora tanto o nascer. Nasce-se e começa-se a morrer. Que graça há nisso? E se fala em esperança... Que ironia. Toda noite sucede o dia... Luzes... depois sombras. Momentos de paz, sim... Mas há tantos mais de agonia. Somos solitários... Embora as pessoas se iludam que o estar rodeadas de gente é estar em companhia. Seguimos na nossa tristeza. Colocamos máscaras. Não nos desvendamos totalmente... Expomos só o que nos convém. Escondemos o que aos outros mostra que não estamos bem. Envolvidos em trapos... Farrapos... Há sempre algo de demente no viver. Dormir e acordar. Tudo é uma luta inútil. Tudo tanto faz. E eu? Bem, eu sigo triste e amargurado... Descalço, por este mundo de pedras e espinhos pra todo lado

⁠Minha solidão Parecia minha aquela solidão Era um vazio tão profundo,
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⁠Minha solidão Parecia minha aquela solidão Era um vazio tão profundo, um andar tão só no mundo, um tormento de isolamento. Parecia minha aquela solidão... Vinha sempre tão sozinha, só acompanhada de seus fantasmas só com coração repleto de solidão. Só, sozinha em sua solidão, só queria que alguém na multidão estendesse pelo menos uma vez a mão... e lhe tocasse o solitário coração.

Vá e não volte Vou até ali na frente e não volto. Na vida, tudo deveria ser assim... vá e não volte. Não volte, porque se voltar pode se perder outra vez. Todo mundo deveria nascer sabendo disso. Viver é seguir em frente... não ficar dando voltas, andando em círculos...
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Vá e não volte Vou até ali na frente e não volto. Na vida, tudo deveria ser assim... vá e não volte. Não volte, porque se voltar pode se perder outra vez. Todo mundo deveria nascer sabendo disso. Viver é seguir em frente... não ficar dando voltas, andando em círculos... Lembra como era antes da sua última partida? Você cansava de mim e partia... eu, por dentro, sorria. Sabia que você voltaria. Só que de tanto você partir e eu sorrir... os sorrisos acabaram... agora, quando você parte, eu choro. Só choro. E eu não quero gastar o meu choro... eu não quero chorar até não ter mais lágrimas... então, por favor, vá e não volte. Agora a cada partida sua, atravesso desertos dentro de mim. Você volta... um oásis... até que enfim. E quando eles tiverem fim? Então, vá e não volte. Não quero os desertos, nem os vales de lágrimas... Se você gosta de mim um pouquinho só... então, vá e não volte. ⁠