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Frase de João Batista do Lago

AS FLORES DO MAL De João Batista do Lago Vago-me como “Coisa” plena pelo labirindo que me cidadeia meus passos são versos inacabados há sempre uma pedra no meio do caminho: tropeços disruptivos que me quedam na dupla face das estradas espelhos imbricados na memória experencial dos meus tempos Vago-me como “Mercadoria” plena atuando no teatro citadino a comédia trágica dos atos que não findam um “Severino” ou um “Werther” autoassassinos transeuntes de suas identidades perdidas pelas ruas das cidades onde me junto e me moro nos antros cosmológicos de experiências e memórias Vago-me como o “Amor” sempre punido tonto e perdido no meio da sociedade donde me alimento do escarro possível onde “sujeitos” sem experiência e sem memória negociam os amores vendidos na fauna de “humanos” prostitutos segredados nos prostíbulos das igrejas: lavouras de todas as flores do mal

João Batista do Lago

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de João Batista do Lago

Se querem mesmo saber: eu estou cansado desses poetas ditos sagrados, em verdade são uns desgraçados da sorte; são o caldo cultural de uma indústria poético-literária, que têm nos seus livros a exploração póstuma desses escribas que deveriam está definitivamente enterrados.
FANTASIAS (Para uma amiga muito especial) Ó fantasias que escondem
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FANTASIAS (Para uma amiga muito especial) Ó fantasias que escondem minh'alma pura, que me revelam diante do meu eu-espelho, que me segredam toda impura no sacrário de um altar jamais revelado: hóstia de essência imaculada, refém da mandala sagrada. Sei! Sou fiel depositária do sonho desvelado, do gozo nunca sentido, da esperança macabra do falo que não fala a linguagem do meu corpo em brasa, corpo que se arrasta entre os lençóis da casa e que voa nas fantasias d’uma ave sem asas.