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Frase de Wislawa Szymborska

Museu Há pratos, mas falta apetite. Há alianças, mas o amor recíproco se foi há pelo menos trezentos anos. Há um leque — onde os rubores? Há espadas — onde a ira? E o alaúde nem ressoa na hora sombria. Por falta de eternidade juntaram dez mil velharias. Um bedel bolorento tira um doce cochilo, o bigode pendido sobre a vitrine. Metais, argila, pluma de pássaro triunfam silenciosos no tempo. Só dá risadinhas a presilha da jovem risonha do Egito. A coroa sobreviveu à cabeça. A mão perdeu para a luva. A bota direita derrotou a perna. Quanto a mim, vou vivendo, acreditem. Minha competição com o vestido continua. E que teimosia a dele! E como ele adoraria sobreviver!

Wislawa Szymborska

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Pensador.com

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As três palavras mais estranhas Quando pronuncio a palavra Futuro, a primeira sílaba já pertence ao passado. Quando pronuncio a palavra Silêncio, destruo-o. Quando pronuncio a palavra Nada, crio algo que não cabe em nenhum não-ser.

alguns - ou seja nem todos. nem mesmo a maioria de todos, mas a minoria.
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alguns - ou seja nem todos. nem mesmo a maioria de todos, mas a minoria. sem contar a escola onde é obrigatório e os próprios poetas seriam talvez uns dois em mil. gostam - mas também se gosta de canja de galinha, gosta-se de galanteios e da cor azul, gosta-se de um xale velho, gosta-se de fazer o que se tem vontade gosta-se de afagar um cão. de poesia - mas o que é isso, poesia. muita resposta vaga já foi dada a essa pergunta. pois eu não sei e não sei e me agarro a isso como a uma tábua de salvação.