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Frase de Castelo Hanssen

⁠DE AMOR E DE ESPERANÇA "....no amor que flui em nós, água corrente ... " Eu sei,amor, a vida está difícil - o preço do feijão, a ausência de futuro, a poluição, a falta de ternura, a falta de verdade e de abertura, esse medo do escuro... O perigo maior,porém,é que esta vida, este cansaço, esta ilusão perdida destruam esse amor,fortuna que nos resta. E,sem fazer versinhos cor-de-rosa, eu quero neste verso,nesta prosa, dizer que ha um caminho ,uma fresta. Inda é possível,amor, esse milagre de multiplicar o pão. É só somar as coisas que nós somos, é dividir as coisas que nós temos, subtrair todo egoísmo e ódio na matemática do coração. Amor,vamos brincar de aventureiros, vamos buscar em nós, na humanidade, no amor que flui em nós, água corrente, um tesouro escondido à flor da terra. Um tesouro que existe,em que pisamos, o qual não vemos,porque não olhamos, um tesouro real e verdadeiro. Vamos amor, me leve nos teus braços, eu te levo em meus versos,que são teus Vamos abrir estrada em nossos passos, vamos abrir estradas para o mundo, vamos falar com Deus.. ( do livro " Canção pro Sol Voltar" , Editora do Escritor ) Castelo Hanssen é jornalista e escritor , membro fundador do Grupo Literário Letra Viva e da Academia Guarulhense de Letras.

Castelo Hanssen

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Pensador.com

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⁠É NOITE,OS GATOS SÃO PARDOS É noite, e tudo é mentira As poças d'água na rua
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⁠É NOITE,OS GATOS SÃO PARDOS É noite, e tudo é mentira As poças d'água na rua enganam os pés incautos, o assobio engana o medo dos fantasmas e dos fatos. É noite,os gatos são pardos... Os muros todos escondem ladrões e policiais, as amizades escondem os "dedos-duros" fatais. A noite já foi suave, já foi ternura,seresta, namoro,luar e festa, conversa,banco;quintal, mas,nesta noite de medo, a gente nunca distingue qual é o amigo sincero, qual é o amor verdadeiro, e qual a flor cujo cheiro não é tóxico ou mortal. As palavras são sussurros, - as paredes têm ouvidos - as verdades são traiçoeiras, os amigos são temidos. Quem fala palavras boas pode ser falso ou vendido, quem grita está insuflando, quem cala está consentindo..

⁠POEMA CACHAÇA Eu queria fazer uma poesia que fosse cristalina como o dia
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⁠POEMA CACHAÇA Eu queria fazer uma poesia que fosse cristalina como o dia para ser consumida como o pão Uma poesia assim agridoce como a fruta do mato, pura como a água do regato melodiosa como uma canção. Uma poesia assim, que trouxesse beleza em cada rima, para ser cantada no trabalho, para ser batucada nas marmitas, para ser comentada nas esquinas. Uma poesia assim comum e popular, como a cachaça, que se bebe barato, que é de graça, que é do pobre, do rico, do sem nome. Uma poesia que todos entendessem, como todos entendem a palavra amor, ou a palavra fome.