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Frase de Nicola Vital

MÁSCARA: Sob sol a pino, em meio à multidão, O astro de face dupla, feições interrogativas e sorriso pálido, Em um ritual... Em instantes nos transporta ao mundo surreal. Mergulhados nos movimentos rítmicos do artista. De tal forma a levitarmos, migrar à outra dimensão. Regressei ao espelho onde meu pai extraia sua pele No silêncio de repetitivos movimentos verticais da gillete. Que me gritava indagações ao futuro! Assim se ouvia à expressão corporal do mambembe Que cantava, encantava e decantava sua alma. Não ouvia-se o som de sua voz, No entanto bastava para compreender suas palavras simplórias e silenciosas, Que me transportara à àquele mundo de imaginações. Ante a mimica que nos expressava explicita tristeza, Nas exclamativas lagrimas que borrava sua pele, Nas piruetas a expressar pérfida alegria. Nos movimentos lentos e circulares das mãos Encenando a mulher que carrega outra pessoa. Naquele instante, todos nós, éramos um só, Não se ouvia as agruras do realismo... Em meio à multidão, me senti único, envolvendo-me visceralmente. Ao fantástico mundo dos mitos. Pois que o artista deixara seu corpo cair inerte nos sugerindo a viagem. Ato continuo, com a sutileza de uma pluma, recobra a vida pondo fim ao rito. Decido ficar um pouco mais e assistir ao encantado ato do mambembe... Despindo-se, traveste-se de sua pele natural e segue seu mundo real na busca de novo ritual. Suspendi meu olhar vislumbrando o iluminado ser em seu mais fútil personagem. Um rosto a mais na multidão. Sem fala, sem cara e sem canto... E definitivamente me perguntei: O que seriamos sem esses mitos e seus rituais?

Nicola Vital

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos!
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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos! Não me chorem amargos sisos! Eu não chorei nem sorri. Quando eu morrer, Se assim, o for meu querer, Os ouvidos, guardai em potes de vidro Pra que não possa te ouvir. Sobre os meus olhos, Plantai no mais alto dos outeiros De frente pro mundo inteiro Para eu ver, quem chora ou sorrir. Quando eu morrer, Só a língua deixai ao relento Pra não calar o que sinto E reportar o porvir. E só quando eu morrer, Separem do corpo o nariz Esse aos eflúvios condiz Guardem-no, nos florais,aos jardins.