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Frase de Sérgio Carpegianni

Eu queria algo para me segurar quando o navio afundasse Algo para chamar de meu e que me passasse segurança… Sozinho eu já estou, mas queria me enganar por um dia Por um instante achar que pertenço ao local que estou Não achei. Continuei distante e insignificante para mim mesmo Chegava meia noite Nada podia me fazer feliz e garantir que um novo ano seria “novo” Resolvi deitar e me embriagar Deixar o escuro e a coberta esconderem minha vergonha E minha solidão Sabia eu que acordaria sozinho e frio novamente no próximo dia Onde estava o meu ano novo? Mesmo assim, peguei um bom champanhe Brindei comigo mesmo minha derrota e meu fracasso Foi saboroso e libertador A melhor parte foi me aceitar como derrotado e infeliz Para quem sabe, recomeçar Recomeçar? A sofrer, a tentar, a chorar, a pensar O importante agora seria recomeçar, certo? Errado. Era mais um ano desperdiçado Alguém, a cada segundo, precisa mais do que eu, permanecer vivo Então, brindava eu, ao desespero, à carência e ao medo Em questão de segundos, largado sobre a cama Pensando na merda da vida Ri de tanto azar, pessimismo e retomadas súbitas a superfície Chegou meia noite O mesmo ciclo de sofrimento se recomeçava 365 dias de pura escuridão de órgãos De sangue não oxigenado E do sabor doentio e amargo da própria língua Chegava eu, incrivelmente de branco em um “novo” ano Instantaneamente, o ano ficou preto e cheio de marcas de expressão Eu percebi que acima de tudo, oxidava o mundo Foi um conforto para minha certeza E um fim para meu engano, Estava só.

Sérgio Carpegianni

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Pensador.com

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Poderíamos descrever durante Nove anos só as vantagens do preto Mas quero instigar o valor do branco Da sua grandiosa felicidade de exprimir um brilho Que não é seu. Egoísta! O seu brilho, é resultado do esforço De todo um espectro solidário e bobo. A branquetude de tudo se exprime como Superior! Coitada! Tão vazia de si que não existe Sem as reais cores bobas. O preto me conforta por desmascarar Sangrentamente essa pseudo-luxuria.

Quebrei Os alicerces de uma vida perfeita Pois vi que o perfeito só existe se houver imperfeição
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Quebrei Os alicerces de uma vida perfeita Pois vi que o perfeito só existe se houver imperfeição Descosturei Ideias de filantropia Quando eu mesmo era quem precisava de caridade Vendi Todos os presentes ganhos Pois descobri a diferença de preço e valor Eu parei, cansei, desisti, descontinuei, quebrei, descosturei e vendi Mesmo assim, se alguém perguntar como estou? Bem. Me dá uma deliciosa preguiça social de explicar que não estou.