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Frase de Antonio Carlos Machado

⁠PODE? MICO. Nossa rica língua, definha. Escrevo diariamente e isso não nomeio como hábito, necessidade ou coisa que o valha, é algo que faço normalmente com prazer, hoje me debruço sobre o tema, usando uma expressão comum que quer dizer que me ocupo de algo, no caso a ação de escrever, com maior atenção. Escrever é uma das muitas formas de comunicação, talvez a mais assertiva delas para mensagens que tenham maior complexidade ou riqueza de detalhes, quando escrevemos damos a mensagem uma atenção maior, escolhemos as palavras. É natural que ao utilizarmos a fala não observemos maior cuidado com termos, concordâncias, enfim a gramática e em tempos de internet e redes sociais as mensagens por aplicativos constituem praticamente um dialeto que usa e abusa de abreviaturas e desenhos que “significam” estados emocionais e afins. Recentemente li alguns livros que falam de linguagem e como isso interfere em nossos pensamentos, afinal nos utilizamos da língua para criar conceitos e mensagens sejam estas mais ou menos complexas. Há diversa terminologia que merece estudo: significados, semântica, semiótica, atos de fala, modelos mentais, enfim uma série de características e nuances, mas o que mais me chamou a atenção foram dois aspectos: a intencionalidade e o que chamarei de “memória inconsciente”. Algumas indagações que faço: Quantas vezes você se perguntou se conhecia a amplitude de possibilidades de significados para uma palavra que você usa? Não importa se correntemente ou não. Você se dá conta de que o contexto envolvido é determinante para que exista a melhor compreensão da mensagem? Quantos conceitos sobre características de pessoas, grupos, nações, que você aceitou como verdadeiros, mas que nunca se preocupou em validar ou vivenciar? Quantos preconceitos podem ter se formado em você por conta de convenções que você adotou como verdade? A simples entonação da voz pode ser determinante para a intenção de quem profere? Quantas vezes você se equivocou em trocas de mensagem, via WhatsApp por exemplo, por conta de mau uso, má interpretação ou mesmo negligência? As palavras escritas não têm entonação possível mesmo na velha e barulhenta máquina de escrever, já era assim... Falar bonito ou falar difícil, para muitos é usar palavras incomuns nos contatos informais que mantemos todo o tempo com colegas, amigos e a família, porém as palavras, assim como as ferramentas, quanto mais adequadas á uma destinação, no caso a sua mensagem e a sua intenção, maior será a eficiência da sua comunicação. Outra questão no mínimo interessante é pensar em quanto temos simplificado, reduzido de fato, nossa maneira de pensar e isso é claro em função da utilização de partículas do pensamento (as palavras) que não são escolhidas a dedo. E quanto isso nos faz sermos vistos como pessoas igualmente limitadas? O português é uma língua tão rica, e também tão difícil, que alguns a chamam debochadamente de código. A ambiguidade dessa língua de Fernando Pessoa é o que para mim nos define melhor e, no entanto, é ela própria quem também pode nos reduzir a pó de mico, sendo que no caso, ficamos mais propensos a significância do pó do que a simpatia do macaquinho.

Antonio Carlos Machado

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠às vezes um avanço no espaço ondeme despejo, noutras estranho a confusão de tantas coisas onde sempre me disperso, pontes e becos, estalos ao redor,fuga em doses e descompasso.
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⁠às vezes um avanço no espaço ondeme despejo, noutras estranho a confusão de tantas coisas onde sempre me disperso, pontes e becos, estalos ao redor,fuga em doses e descompasso. fecho os olhos e desperto

⁠seus espaços, lugares, suas respostas e tudo mais que é seu (mas não está com você), nem sempre te espera para um café... descubra-os,
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⁠seus espaços, lugares, suas respostas e tudo mais que é seu (mas não está com você), nem sempre te espera para um café... descubra-os, lute por eles, convide-os, pergunte: onde estão? não espere que venham em cavalos encilhados, em pacotes dos correios, há muita coisa que não se entrega naporta da casa da gente. Antonio Carlos Machado @machado_ac

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⁠personagem que faz de conta, não tem conta pra pagar, mas tem segredo dos bons, não toma analgésico, não pega fila em lugar nenhum, personagem só tem característica, não tem vício nem defeito, nada de calo no pé, verruga, feijão queimado, sal demais, nossa que coisa! personagem tem porta aberta em todo lugar, fala fácil, nem sotaque têm, nem Tio perdido, irmão em outro estado (nem líquido, nem gasoso) as mães de personagem também são sempre boas, nada de gente desgovernada, nunca vi fazer xixi, pedir segunda via de nada, nem esquecerguarda chuva, não pega senha, gripe, credo! ônibus lotado! só a gente mesmo, personagem é tudo de bom Antonio Carlos Machado @machado_ac