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Frase de Lucas C. Ferreira da Silva

A Sombra Livre vs O Peso das Escolhas Aquele vazio do lugar Me mantém aprisionado As correntes que me grudam lá Não detém o meu desejo de refugiado. Sei que estou "acordado", Mesmo assim o meu corpo falha Tentando vencer a batalha Da qual eu já estou derrotado. A ferrugem corrói as correntes E meu corpo quase dormente Grita no fim que devo reagir. Na minha frente movendo-se em ondas Aquelas malditas e asquerosas sombras Querem a todo custo me coagir. Reluto tentando não desisti Olhando as pressas muito atordoado. Todos que ali estão acorrentados Se esforçam para não me verem insistir. Eu tento então proceguir. Vejo o teto como se fosse o véu, Mas acredito que aquele céu Não consiga mais me manter aqui. Ergo o meu corpo decrépito e frágil Sob os protestos que me acusam de plágio Tentando sair daquela caverna. Agora serei totalmente hábil Cruzando entre eles, serei ágil, E passarei para a vida "eterna". Daqui de cima vejo todos moribundos, E grito que são fantoches projetados. São como sombras de seres desprezados Subjugando-se todos a cada segundo. Criaturas de corpos imundos Nunca passaram de seres pecadores. Atacam nas chagas, nas dores, Rasgando as feridas até aos fundos. Essa visão me dilacera Até o coração acelera E o meu estômago embrulha inteiro. O mundo não passa de uma grande quimera Controlado por grandes bestas e feras, Abusando dos sofrimentos de terceiros. Há tantas cores que me sufocam, Gostaria de voltar para lá, dentro. Até volto, mas assim que entro, Vejo que as sombras me provocam. Os olhares que agora elas trocam, É que gargalham de ironia comigo. Vendo que agora sou o meu próprio inimigo, Então mais medo em mim, elas colocam. Sento, ponho as correntes novamente. A minha mente quase que inconsciente Me relembra a minha eterna luta. Sei o quanto eu fui inconsequente E agora deitado com o corpo quente Quero que a morte seja minha última disputa. Os meus olhos vão se fechando rápido demais. A sombra que se deita sobre mim me assombra cada vez mais. Tsharllez Foucallt

Lucas C. Ferreira da Silva

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Pensador.com

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Soneto 1 - Marcas da Infância. Olhar vago Sentado na beira do rio
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Soneto 1 - Marcas da Infância. Olhar vago Sentado na beira do rio Vendo as ondulações projetadas. Tentando não ficar senil Com meu sorriso de faixa alargada. Cubro os olhos da luz solar Que se reflete, sutil, na superfície. Os meus pensamentos tentam se calar, Igualar-se as bordas da planície. Cato uma pequena pedrinha, Jogo na água, bagunçando. Criando pequenas ondinhas, E logo a visão vai-se ofuscando. Memórias molham os meus olhos fechados, Feridas trazem lembranças, ocultas do meu passado. Tsharllez Foucallt

Poesia: Medo de Crescer 01 Olhar de Criança Quando pequeno pensava
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Poesia: Medo de Crescer 01 Olhar de Criança Quando pequeno pensava Nas coisas que vó dizia. Nos bichos que existia E que no terreiro rodava No vicente finim ela falava Neu até medo botava Com aquelas prosas boas. Eu como o minino que era Com tanto medo que o coro pela Num duvidava de coisa atoa Daí o tempo foi passando E eu o acompanhava de perto, Ligeiro, garoto esperto Crescendo e já fui notando. Dá conversa desconfiando, O medo já me deixando, E eu já difícil de crer. Histórias que outras horas, Como do saci ou da caipora, Agora não tinha mais paricê. Cresci e também percebi Que o tempo foi o meu pecado. O que me deixava assombrado Não é nada do que vivi. O mundo me calou aqui E mesmo tentando insistir Nada me assusta tanto Que me faça esmurecer Mais do que pude perder Com o tempo que me tirou em prantos. Hoje a bassora caída No assusta mais ninguém E até o grito de alguém Passando nalguma avenida Num soa mais forte que a vida Quando bate despercebida Vindo deixar algum recado. Os bichos foram tudo embora, Acabou-se os medos das histórias. Ficaram os contos no passado. Tsharllez Foucallt. terreiro: quintal. Vicente finim: busca no google. Caipora: Mãe da mata. Paricê: parecer. Esmurecer: enfraquecer. Bassora: vassoura. Nalguma: Em alguma.

Soneto: Estrela 1° Fio Cintilante O seu colo é o meu porto
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Soneto: Estrela 1° Fio Cintilante O seu colo é o meu porto Que deito e durmo quando preciso. A minha paz encontra-se no sorriso, Que vejo em você e até fico absorto. O sol no declive de sua vida Não poderá igualar-se a ti, Na maior explosão que ele expelir Não chegará ao seu brilho, querida. A sua coragem, força, proeza, dedicação..., E a sua imagem com clareza e ação Tem o poder de me impor contra o mundo. Mesmo juntando todo o tempo num segundo, Até tornar-se tudo num ato fecundo Não haverá outra tão bela em perfeição. Tsharllez Foucallt -Pierre Ferraz.

Corte Cirúrgico: Hoje eu deitei para dormir mais cedo O meu colchão me abraçou bem apertado.
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Corte Cirúrgico: Hoje eu deitei para dormir mais cedo O meu colchão me abraçou bem apertado. Sufocado, eu senti bastante medo, E neste enredo eu fiquei desacordado. Quando despertei naquele lugar trancado, Senti os meus braços amarrados E logo isto me apavorou por inteiro. As luzes piscavam descontroladas E o suor com gotas geladas Afirmava que não seria o primeiro. Vozes me agitavam e risos me cercavam. Estava em transe sem reação. Os braços que me tocavam, Tiravam de mim qualquer ação. Nessa noção eu avistei o meu pavor, Reluzindo com as luzes o brilho mortal. E nesta hora não sabia como me recompor, E então a dor seria mais do que fatal. Engoli em seco, pois não havia Na garganta uma só gota De saliva que ali possuísse e nem poderia Me salvar do meu destino com forma marota. Aquele avental verde lodoso, Castigava minhas pupilas com ardor Sentia o meu suor se tornando poroso. A carne queimando deixava no ar o fedor. O bisturi cortando, preciso e cauteloso A dormência na pele me impedia Que eu sentisse aquele rubro lustroso Cobrir o meu corpo o quanto podia. Minha consciência lutava até o fim, Para eu não cair fácil assim No golpe de sorte que a vida possui. No entanto, já exausto eu sei Que tentei mas não aguentei Àquele ato a vida logo me exclui. Tsharllez Foucallt.