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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Mãe que partiu Tanta palavra partiu com sua materna luz Tanta dor no peito das lágrimas roladas Hoje são lembranças eternamente amadas De tantas distrações e aflições por ti resignadas Tanta saudade insiste em apertar o coração Sufocando cada pedaço que resta de emoção Que dorme na memória recente do seu abraço Que ainda caminha embalada por seus passos Para aliviar o brutal rompimento deste laço Tento buscar na ausência algo para amenizar Mesmo na distância que nos separa imaginei Mil formas de afeto e amor pelo vento mandar E novamente nos seus carinhos me encontrei Levaste pedaço de mim para a sua eternidade Marcada com cada lágrima desta cruel realidade Consoladas nos ombros que na vida eu cruzei Dos meus vazios momentos que de ti lamentei Mãe, mesmo ausente é ensinamento presente É caminho com as suas pegadas ainda recentes De força, ação, amor, doação, calor, confiança Agasalhando-me com seu manto de esperança O céu festeja sem que eu ainda seja convidado Seu filho por ti amado exalta o dia em oração Por gesto singelo vai a minha voz de saudação De eterno dia das mães entre nós ou sobre nós Nos seus conselhos de mãe recorremos a vós Em meditação, em nossos momentos de aflição Mãe que partiu... Sua bênção! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Rio de Janeiro 19 de dezembro de 1987 à minha mãe

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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Pensador.com

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano