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Frase de Aluízio Melo

Desilusão Ó realidade, que me toca e fere minha carne. Através dos reflexos da água, vejo histórias se formarem: contos do passado que, outrora preciosos, tornaram-se fardos para o presente. Águas turvas. Silêncio mórbido. Quisera eu adormecer no abraço da ignorância, para que a realidade não me revelasse que a joia mais bela transformou-se numa sórdida bijuteria. E o que antes eu chamava de tesouro era apenas o brilho breve de um metal sem valor, capaz de enganar os olhos, mas jamais o tempo. Hoje, ao tocar essa falsa riqueza, meus dedos não encontram ouro, apenas o frio de uma ilusão desfeita.

Aluízio Melo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A Torre Nos meus sonhos, ela se projeta.
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A Torre Nos meus sonhos, ela se projeta. Há uma névoa sobre ela. Não sei o que deseja. Não sei se aquilo que diz é real. Ela vive um engano, acreditando estar fazendo a coisa certa. Mentiras doces alimentam apenas os miseráveis de espírito. Por que insiste em aparecer? Minha realidade já não comporta a sua existência. E, ainda assim, uma lealdade cega permanece dentro de mim. Talvez eu não espere que ela retorne. Espero apenas ser resgatado da torre onde ainda a guardo.

Luto pelo amanhecer No crepúsculo de minhas dores, encaro os meus adversários.
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Luto pelo amanhecer No crepúsculo de minhas dores, encaro os meus adversários. Eles são um: eu mesmo, fragmentado em inúmeras faces. Cada uma me põe à prova diante de minhas escolhas. Vejo a taça verter seu conteúdo, enquanto murmúrios vestidos de certeza ecoam verdades que jamais foram absolutas. Na contagem de novos dias, cada batalha renasce com o sol. Há lutas que perco. Há guerras das quais saio vitorioso de mim mesmo. Um guerreiro não precisa empunhar a espada todos os dias. Quando o brilho do sol nascente não alcança meus olhos, resta-me enfrentar o único inimigo que verdadeiramente persiste: a falta de clareza que meu coração teima em revelar.

Amor Línguas ousam definir-te como um sentimento.
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Amor Línguas ousam definir-te como um sentimento. Eu, intrigado, pus-me a conhecer-te. Percebi, então, que esse amor de que tanto falavam era apenas o fogo de uma chama de pavio frouxo. O que resta do amor quando é consumido pela chama do desejo? Essa luz projetada, ilusória, que simula um tênue conforto, já não satisfaz o coração de um sábio. Amor, assim te chamo. Recolhe os fragmentos que ficaram pelo chão. Vulgarizado pela língua humana, esqueceram que foste a consciência de uma construção que transcende a vaidade. Não há confusão. Não há para onde fugir. Para ser amado, basta permitir que o Amor bata à porta. Lança-te na incerteza. Jamais me senti tão livre quanto ao tornar-me escravo d'Aquele que transborda. O Amor que me acolhe, não por quem fui, nem por quem sou, mas por aquele que ainda serei.

Quando me deito Quando me deito, minha mente deságua
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Quando me deito Quando me deito, minha mente deságua em delírios. Tormentas dos mais variados tipos. Perguntei-me sobre suas causas. Minha mente respondeu que, sobre minhas costas, pesavam pendências imaginárias. Todas as trilhas estavam bifurcadas. Nas encruzilhadas, ofertas eram depositadas para que eu escolhesse a minha sina. Um fantasma sussurra meu nome. Mas não ouso olhar para trás; corro o risco de tornar-me uma estátua de sal. Quão sedutora era a miragem que surgiu no deserto, justamente quando eu acreditava ter chegado ao fim da travessia.