Frase de Analise da SILVA
OUTRA MORTE Eu não tenho o que te dá prazer. Nem o carro – quatro por quatro. Teu beijo custa caro. Lidas com a justiça e tua troca é justa. Nem o vestido - tomara que caia. E te vendes por tão pouco. Nem o salto 15. Para que se descestes tão baixo? Nem o cabelo tingido. Fingir ser quem não sou?! Nem o dinheiro que sustenta tudo isso. A falta em mim é a do dinheiro. É o que te afasta. O que nos separa. Não é minha aliança. Nem as nossas diferenças. É que não tenho a renda que você precisa. Não posso te pagar a arte. Não tenho como te cobrir o torpor, nem a poesia. Entendi as razões de não estar em teu leito. Entendi porque não me queres por parceira. Comigo só quando já é impossível respirar sem. Não é comportamento. Não é ideologia. Não é desígnio divino. É prata. Prata para adornar a ti. Prata para custear teus quatro. Meus três. Nosso um. Nesse nunca tocarás. Desse nunca saberás. Esse nunca olharás. Em tudo o que tocas vês o valor do metal. É assim que entendes o escambo. É tua criação pelo ouro. Nunca. Entendi. Vá e fiquem. Até que a morte os separe. Outra morte. Pois o que vives é isso sem mim.
No pensador.ai desde