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Frase de Nicola Vital

⁠ENTRE AS MOSCAS Toda vez que o telefone toca meu coração dispara como cancioneiro errante. Testando o cheiro hediondo da gasolina. Antes do sorriso, da flor e do “amor”. Existe o morro, a fome e pessoas pobres. E o sonho de ser feliz que permeia-se no gemido calado do filho mal nascido da madona que nutre os filhos de uma realidade perenal fundada na tônica que embala o discurso formal. Não devemos romantizar essa realidade que sangra! Meu Brasil... De onde veio meus destinos. Tantas almas espichadas no curtume sob o negacionismo estrutural. Funde minha cuca... Essa noite eu deixei uma luz acessa todo o tempo. E sob seus poucos lumes, me transportei a um passado presente. A morte não é cessação da vida! abraçar, beijar, amar, sorrir, chorar, sonhar. Por que guardar isso? Eram poucos os fios prateados do vovô. Seus parcos sonhos divergentes aos da criança que queria ser grande. Mas ele nunca contou nem me deixou saber que a vida depois de crescido Rala o peito.

Nicola Vital

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos!
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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos! Não me chorem amargos sisos! Eu não chorei nem sorri. Quando eu morrer, Se assim, o for meu querer, Os ouvidos, guardai em potes de vidro Pra que não possa te ouvir. Sobre os meus olhos, Plantai no mais alto dos outeiros De frente pro mundo inteiro Para eu ver, quem chora ou sorrir. Quando eu morrer, Só a língua deixai ao relento Pra não calar o que sinto E reportar o porvir. E só quando eu morrer, Separem do corpo o nariz Esse aos eflúvios condiz Guardem-no, nos florais,aos jardins.