Frase de Douglas Azevedo
Sem querer Senhor, em preces suplico: Esquecer-te de mim, Agora teu inimigo Não desejo teu alento, Todas as mulheres, eu sei, Vieram a mim comprazimento Minha ‘alma pulava, Meu corpo cedia, Minha mente enceguecia Morei entre o puro e o impuro, Repousei sobre livros no escuro E matei todos os melhores que eu De tantos sofrimentos, Meu espírito padeceu, Temi então, deixar esta vida, Como quem nada viveu Deixei todos os amores Que geravam minhas dores E, cansados, partiam, Dissolvendo minhas noites Senhor... Frívola e gélida, Minha ‘alma já não grita pelos cantos, Depois de ressentimentos tantos Se quiseres agora, me condene! Minha alma jaz ruinosa E qualquer paixão que adentre, Será repudiada como leprosa Por favor, Senhor, Cuide dos corajosos do teu mundo, Que em meio a escabrosidades Encontram motivos para viver Esquecer-te deste imundo, Que em ato covarde quer falecer.
No pensador.ai desde