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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SONETO SOLITÁRIO Ó tu, que pelo fado, onde te encontrar? pode se achegar, estou aqui sozinho por aqui vais deparar com meu carinho e no não ter amado, serás tu o meu amar? O cerrado da solidão me fez um ninho seus tortos galhos, cenário pra eu chorar tuas folhas secas papel para eu poetar: o silêncio, as agruras, a dor e o desalinho Segredados a lua em tristes noites de luar largando o meu árido peito num pelourinho ali só, nu, macambúzio até o último sangrar E se você chegar, já tenho a taça de vinho pra brindarmos, e a ti vou então declamar meus versos que pra te fiz no meu caminho © Luciano Spagnol poeta do cerrado 11/06/2016, 06'22" Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano