Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
CHUVA (soneto) Chove lá fora. O meu peito também chora São suspiros de velhos e eternos pesares Da alma que desapegando quer ir embora Uma tristura que diviso, repleta de azares Chove... Que agonia se percebe de outrora Ah! Quem falou pro agrado voar pelos ares Em preces de ira, com o chicote e a espora Deixando as venturas laçadas pelos alares... Chove lá fora. Minh’alma também aflora E eu sinto o que o cerrado também sente O pingo quente, e abafada a aflição afora E esta tal melancolia que no temporal uiva Tão impiedoso e ruidosa, que vorazmente Tem a sensação: - choro! E chove chuva! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Outubro de 2018 Cerrado goiano
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
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