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Frase de Jorgeane Borges Photograph

14 de junho de 2026 Há escolhas que o mundo não compreende porque foram feitas em silêncio. Ninguém vê as conversas que tivemos com nós mesmos. Ninguém presencia as renúncias que acontecem longe dos olhos alheios. As pessoas enxergam apenas o resultado e, muitas vezes, o confundem com ausência, quando na verdade é presença. Eu não me afastei daquilo que desejo. Eu apenas aprendi a honrá-lo. Porque existem encontros que não cabem na pressa. Existem entregas que não suportam superficialidades. E existe uma parte de mim que acredita que algumas experiências da vida carregam peso demais para serem vividas sem significado. Talvez por isso eu tenha escolhido caminhar devagar. Não por medo de sentir, mas porque sinto profundamente. Não por falta de coragem, mas porque compreendi o valor daquilo que ofereço quando permito que alguém se aproxime. O tempo me ensinou que afinidades não são raras. O que é raro é encontrar alguém disposto a permanecer depois que os encantos imediatos passam. Alguém interessado em conhecer os territórios que existem para além da aparência, para além das conveniências, para além das expectativas que costumamos projetar uns nos outros. É isso que espero. Não uma pessoa para ocupar espaços vazios. Mas uma presença capaz de compartilhar espaços já preenchidos. Alguém que compreenda que intimidade não começa quando as distâncias físicas desaparecem. Ela começa muito antes, quando duas pessoas deixam de se esconder atrás das versões que mostram ao mundo e se apresentam como realmente são. Eu poderia viver muitas histórias. Mas escolhi preservar a possibilidade de viver uma que faça sentido. E essa escolha nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário. Quanto mais consciente me tornei de quem sou, mais compreendi a profundidade dos meus anseios. Eles não desapareceram. Apenas deixaram de conduzir minhas decisões. Hoje, aquilo que busco não pode ser medido pela intensidade de um instante, mas pela capacidade de sustentar o que vem depois dele. Porque existem conexões que passam. E existem conexões que transformam. São essas que espero reconhecer quando chegarem. E até lá, sigo cuidando daquilo que um dia pretendo entregar: minha verdade, minha inteireza e a capacidade de amar sem me abandonar no caminho.

Jorgeane Borges Photograph

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Cartas aos Céus | Orações Escritas O Deus que me sustenta Senhor, hoje eu não venho Te pedir que o dia tenha sido diferente.
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Cartas aos Céus | Orações Escritas O Deus que me sustenta Senhor, hoje eu não venho Te pedir que o dia tenha sido diferente. Venho Te agradecer porque, mesmo sendo tão difícil, Tu me sustentaste dentro dele. Meu corpo cansou, minha mente se encheu, meu coração se apertou. Houve dores, aborrecimentos e desconfortos que só Tu conheces por inteiro. E ainda assim, eu permaneci. Não pela minha própria força. Foi a fé que me fez continuar quando eu já não queria mais pensar, resolver ou suportar. Foi a Tua presença me lembrando, silenciosamente, que eu não estava sozinha. Por isso, hoje, eu Te enalteço. Porque quando minhas forças diminuem, Tu permaneces forte. Quando eu não sei como continuar, Tu me sustentas. E quando tudo em mim se cala, a fé ainda encontra um jeito de dizer: Tu és Deus, e eu continuo de pé porque Tu me sustentaste. Obrigada, Senhor. Por hoje. Por tudo. E, sobretudo, por não teres me deixado caminhar sozinha. 30 de setembro de 2026

Cartas não entregues São palavras não ditas, sentimentos sufocados e confissões que morreram antes de encontrar voz. São saudades que não compartilhamos, abraços que ficaram suspensos no desejo, pensamentos que nasceram para alguém e terminaram sozinhos.
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Cartas não entregues São palavras não ditas, sentimentos sufocados e confissões que morreram antes de encontrar voz. São saudades que não compartilhamos, abraços que ficaram suspensos no desejo, pensamentos que nasceram para alguém e terminaram sozinhos. Às vezes, foram escritas. No papel, à mão, com a letra trêmula de quem sentia demais. Outras, digitadas às pressas, em alguma tela iluminada pela madrugada, antes de serem apagadas, como se apagar as palavras fosse também uma maneira de esconder o que se sentia. Algumas repousam em folhas esquecidas. Outras, em rascunhos sem destino, em bloquinhos digitais, entre mensagens nunca enviadas e silêncios que ninguém soube interpretar. Talvez sejam essas as cartas mais difíceis de escrever: as que não pedem resposta, não esperam retorno, não chegam a lugar algum. Apenas guardam, em algum canto secreto de nós, aquilo que um dia quisemos dizer. E talvez o tempo passe, as pessoas mudem, a vida siga seu curso... Mas certas cartas permanecem. Não porque ainda esperem ser entregues, mas porque algumas palavras, mesmo quando nunca chegam ao destinatário, precisam existir para que o coração se lembre de que um dia sentiu.

Há olhos que não sabem esconder. Mesmo quando a boca silencia, mesmo quando o corpo continua,
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Há olhos que não sabem esconder. Mesmo quando a boca silencia, mesmo quando o corpo continua, mesmo quando a vida parece seguir no lugar de sempre, há coisas que transbordam pelo olhar. E talvez seja por isso que algumas pessoas nos chamem de fortes sem perceber o quanto estamos cansados. Não é que a dor esteja escondida. Às vezes, ela está justamente ali, cristalina, diante de quem olha. Mas nem todo olhar enxerga. É preciso alguma coisa além dos olhos para reconhecer a tristeza no brilho, o cansaço no silêncio, a solidão onde ninguém imagina haver vazio. É preciso alma para olhar outra alma. Porque há pessoas que perguntam se estamos bem e há aquelas que simplesmente percebem. E, às vezes, tudo o que uma alma cansada precisa não é de alguém que diga você é forte. É de alguém que olhe demoradamente e diga, sem precisar dizer: eu vi.

Senhor, fica. Meu espírito está cansado, meu coração está apertado e minha alma já não sabe mais como pedir socorro. Eu não tenho forças para atravessar tudo sozinha.
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Senhor, fica. Meu espírito está cansado, meu coração está apertado e minha alma já não sabe mais como pedir socorro. Eu não tenho forças para atravessar tudo sozinha. Por isso, fica. Se eu não conseguir entender, fica. Se eu não conseguir orar, fica. Se minhas lágrimas forem a única coisa que eu conseguir Te oferecer, recebe-as. Não me deixes atravessar esta noite sem sentir a Tua presença. Consola o meu coração, sustenta o que em mim está desabando e sopra vida onde já não encontro forças. Eu só Te peço: não saias de perto. Porque, Senhor, eu posso até estar cansada de tudo, mas ainda preciso de Ti.