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Frase de Rosangela Calza

⁠"Não saia da linha, garotinha!" E essas palavras ecoavam na minha cabecinha de menina... Que linha!? me perguntava eu... confesso que me esforçava pra encontrar a tal da linha em todo lugar em que eu estava... e nadinha da linha. E as palmadas... quando da linha - que eu nunca encontrava - eu saía? Pá.. pá... "isso é pra você aprender a não sair da linha". E o tempo passou... alguém a linha pra mim encontrou? Poix, poix... demorô mas descobri o que era a tal linha que nunca vi. "Ande na linha!" Sim, sim... tenho certeza de que todo mundo já ouviu... e, como eu, da linha saiu... e não é!? Imaginava e ainda imagino today: uma linha estendida de um ponto qualquer a outro ponto qualquer... estendidinha... está lá... ninguém a vê, mas todo mundo sabe que está lá... até porque cada um põe a linha onde quer... e a linha que quiser... é um emaranhado de linha de dar dó. Pois é,... há milhares de linha pra você dela (não) sair... foi o que acabei por descobrir.... E hoje - que sei bem de que linha todo mundo fala - eu... que sou bem dona do meu nariz tenho é, milhares de centenas de vezes, vontade de fazer com a linha o que bem quiser... andar na linha... desandar na linha... me equilibrar com um pé só... dar no pé... me desequilibrar... pro lado errado pular... no chão me estrebuchar, o nariz quebrar - não importa... depois é só consertar. A linha... coitadinha... tão falada... está tão esgotada e o pior é que ela não tem culpa de nada. Quebrar as regras... todas elas... mas assumir as consequências e ter a decência de se desculpar se, ao quebrá-las, alguém machucar ;)

Rosangela Calza

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Respeitem meu espaço, please! Quero poder gritar. Quando algo está a me incomodar. Se tento me controlar... Nada pior pra me desestabilizar. Manter silêncio? Dentro de mim esse silêncio é estrondoso... bombástico. Pronto a tudo explodir... ou implodir. E me fazer sumir. Quero chorar rios de lágrimas. Lavar a alma. alvejar... purificar. E continuar livre, leve, solta... pela vida a saltitar.

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⁠Continua sendo intolerável viver. Não entendo por que se comemora tanto o nascer. Nasce-se e começa-se a morrer. Que graça há nisso? E se fala em esperança... Que ironia. Toda noite sucede o dia... Luzes... depois sombras. Momentos de paz, sim... Mas há tantos mais de agonia. Somos solitários... Embora as pessoas se iludam que o estar rodeadas de gente é estar em companhia. Seguimos na nossa tristeza. Colocamos máscaras. Não nos desvendamos totalmente... Expomos só o que nos convém. Escondemos o que aos outros mostra que não estamos bem. Envolvidos em trapos... Farrapos... Há sempre algo de demente no viver. Dormir e acordar. Tudo é uma luta inútil. Tudo tanto faz. E eu? Bem, eu sigo triste e amargurado... Descalço, por este mundo de pedras e espinhos pra todo lado

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⁠Minha solidão Parecia minha aquela solidão Era um vazio tão profundo, um andar tão só no mundo, um tormento de isolamento. Parecia minha aquela solidão... Vinha sempre tão sozinha, só acompanhada de seus fantasmas só com coração repleto de solidão. Só, sozinha em sua solidão, só queria que alguém na multidão estendesse pelo menos uma vez a mão... e lhe tocasse o solitário coração.

Vá e não volte Vou até ali na frente e não volto. Na vida, tudo deveria ser assim... vá e não volte. Não volte, porque se voltar pode se perder outra vez. Todo mundo deveria nascer sabendo disso. Viver é seguir em frente... não ficar dando voltas, andando em círculos...
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Vá e não volte Vou até ali na frente e não volto. Na vida, tudo deveria ser assim... vá e não volte. Não volte, porque se voltar pode se perder outra vez. Todo mundo deveria nascer sabendo disso. Viver é seguir em frente... não ficar dando voltas, andando em círculos... Lembra como era antes da sua última partida? Você cansava de mim e partia... eu, por dentro, sorria. Sabia que você voltaria. Só que de tanto você partir e eu sorrir... os sorrisos acabaram... agora, quando você parte, eu choro. Só choro. E eu não quero gastar o meu choro... eu não quero chorar até não ter mais lágrimas... então, por favor, vá e não volte. Agora a cada partida sua, atravesso desertos dentro de mim. Você volta... um oásis... até que enfim. E quando eles tiverem fim? Então, vá e não volte. Não quero os desertos, nem os vales de lágrimas... Se você gosta de mim um pouquinho só... então, vá e não volte. ⁠