Frase de Nanevs
POETA DE LATRINA Maldita a hora em que me fiz poeta De esquina Nas saídas dos bares Nas madrugadas Agasalhando no peito As dores do mundo Apiedando nas palavras Da própria insignificância Por não conseguir sorrir Das desgraças embriagantes Num copo interminável de cerveja Escrevo aos amantes Palavras adocicadas Zombando da imbecilidade De quem nelas acreditam Sem perceberem que se esvaem Na mais branda das brisas Que sopra ao luar Cúmplice nas enganações Que todo poeta rabisca Mais por ego que por convicção À quem se presta à lê-lo Então equilibro meus escritos Entre dores e amores Sem deixar vazar a verdade Contida nas entrelinhas Lidas e não entendidas Pelos amantes da poesia Induzidos pelo proxeta Que lhes escreve sem pudor Feito um famigerado gigolô Prostituindo sua vítima Em troca de seu ego (Nane-03/07/2015)
No pensador.ai desde