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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SUSPIROS (soneto) Um pesar tão mais saudoso, assim não vejo! Um vazio no silêncio, barulhento, sem pudor De tão é a infelicidade, que terebrante é a dor Que vagar algum pode ofuscar o tal lampejo Dias rastejam, noites em romarias no andor Da angústia, que enfileiradas num cortejo Levam preciosos instantes, pra num despejo Jogá-los ao luar, sem quer um pejo, amor Ah! Que bom seria, eu ter qualquer traquejo No dom da oração, e me ouvisse o Criador Através do meu olhar, rogando por ensejo Essa saudade tão mais triste, ainda é clamor! Inda estão nos versos que no poetar eu adejo Tentando recreio, para os suspiros transpor © Luciano Spagnol poeta do cerrado Julho de 2016 Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano