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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

A alma do vinho Na garrafa a alma do vinho arrolhada Transpassa o desejo de degustação Quer mais que goles na madrugada Quer ser lacre no fado da emoção Bem se sabe o deleite que seduz São néctar as papilas de puro prazer Dando coragem que nos conduz Nos vestindo de abrasante ser Fogueada face em plena amiga rodada Escorre no cristal num balé aromatizado Estirpe que nos lábios tem elegância atracada Que faz do espírito um eterno apaixonado Oh! Prisioneiro do cárcere de vidro Tu libertas o meu poetar a chilrear Em leveduras dos amores contidos Velho e bom amigo que vem consolar. Luciano Spagnol

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano