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Frase de Rildson Alves

Intenção Um coração ressoa do silêncio. Um desejo ocultado, incontido. Ressoa uma chance possível que o leva à plenitude!(?) Uma lágrima, um enigma. E uma lástima do tempo em que o amor era fértil e a alma inocente... Eu lamento, não sou mais menino.

Rildson Alves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Prece-pício Estou debruçado sobre a janela em plena madrugada.
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Prece-pício Estou debruçado sobre a janela em plena madrugada. A fumaça do cigarro são meus olhos que se desintegram ao léu. Minha testa, encostada no gélido aço da grade, me faz estremecer. A noite é fria como os viciados. De vez em quando um carro, um cão... um mendigo. Mas nada se move a não ser minha alma convulsionada. À frente, algo sugere amplidão, mas não passa de precipício. Não preciso das grades. Sou mais perigoso do que qualquer bandido. Sou autodestrutivo e não espero perdão. Não há melhor hora para descobrirmos quem somos. E mesmo assim estou abismado, pois sou uma gárgula dependurada e paralisada nessa construção sem sentido, jorrando dor e desatinos sobre meus inimigos adormecidos. Por que tudo é tão distante? Minhas mãos não alcançam meus próprios desejos. Desejos são fumaça que se acaba com a última tragada vazia num suspiro intoxicado. Os garis correm atrás do caminhão e sou deixado para trás. Mas sou aquele lixo impertinente que se acumula nas horas claras do dia. Apenas dejetos... Desertos. 6 Quero ir embora. Mesmo que seja naquele fétido caminhão. Quero ir, jogado no meio do lixo, como tal; sendo espremido, moído e descartado, para não mais me debruçar sobre a janela nem desesperar na noite úmida desta maldita cidade.

A dor do amor Não amo como os homens, nem como os deuses.
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A dor do amor Não amo como os homens, nem como os deuses. Amo como a morte à espreita, certa e inabalável. Perfeita. Amo como a dor e a rejeição, como a vida: ilusão! Não amo como julgas me amar, nem como me culpas por não te amar. Amo com ódio e fúria, com torpor e luxúria, amo com rancor e injúrias, com ternura... Amo como um punhal no limite final do desespero. Amo desigual... E jamais amei!

Retalhos ansiosos Longe... Tão longe vou...
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Retalhos ansiosos Longe... Tão longe vou... Reticente por vezes, mas tão longe a cada passo, pacto e pranto. Não posso, pois logo passo... Ligeiro, avante, no afã de um grito de chegada. Por isso parto a cada segundo e tão longe vou... Espalho por aí meus pedaços esperando sorte em algum deles. Me deixo por aí em retalhos. Me deixo... me deito e vou.

Lapso Sonho um desejo, uma incógnita.
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Lapso Sonho um desejo, uma incógnita. Vivo um hipnógeno fustigar de sonhos. Amargo dúvidas inúteis, sou vil. Amparo minhas tragédias em algum lapso obscuro. Sou incoerência resoluta dos desprezos e glórias mortais. Ócio! Aos pés da decadência irreversível. E o não pleno onde repouso sem descanso a insônia desesperada do fracasso: o colapso.