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Frase de JOANA DE OVIEDO

DUAS FACES DA POESIA Ontem vi a poesia. E era vestida de chita fina, enfeitada com colares. Ia por caminhos de flores, onde se viam os amores encantados, jovens enamorados, vestidos, alguns de linhos... E tinha risos no rosto a poesia. De mãos dadas por entre os pátios, entre os parques da cidade, até nas pontes se viam! E era a poesia tão jovem, pele de pêssego rosado, cheirando a jasmineiro em flor... Seu nome era amor. Hoje pelo mesmo caminho, ia novamente a poesia, tão linda, mas desencantada! Seu rosto triste e com lágrimas, faltavam-lhe flores nas mãos e também pelos caminhos. Usava um vestido surrado, não era mais um brocado, nem lhe compunham babados! Colares? Quebraram todos. Até as pérolas morreram ao virem a poesia tão triste! Faces já enrugadas... O corpo meio curvado! E ia a poesia de hoje, que era a poesia de ontem. Não mais na mesma euforia. Ser jovem! Oh, quem lhe dera! Naquele viver tão triste, acabara a primavera!

JOANA DE OVIEDO

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Pensador.com

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Vida fajuta Todos os dias eram perfeitos com vc. De seu jeito Havia café da manhã em todas as manhãs
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Vida fajuta Todos os dias eram perfeitos com vc. De seu jeito Havia café da manhã em todas as manhãs e o café da tarde também, todos os dias. O almoço sempre mesmo horário. Os pratos e talheres guardados no armário, tudo organizado... Forrados com toalhas de crochê ou pintado a mão com suas pequenas mãos... E vc dizia: Eu já fiz o café, mas não sei se ficou bom. Talvez tenha ficado ou não, mas tudo era perfeito ao seu lado. E na calada da noite, ouvíamos estórias de papai, papos perfeitos, agora desfeito. Ninguém para para contar as estrelas do seu único céu, nem olhar o luar. E antes da noite, ao jantar, mãezinha, vc a última, sempre depois. E assim deveria ser à mesa da vida, vc a última... Muito bem depois! Vida fajuta!

Admiro pessoas que dizem o que pensam, mas que também ouvem e respeitam o que outros pensam, e que não fazem das diferenças de pensamentos uma luta armada de ignorância. Haja vista a Carta Magna que nos confere a liberdade de expressão e não diz que quem vence em seus argumentos…
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Admiro pessoas que dizem o que pensam, mas que também ouvem e respeitam o que outros pensam, e que não fazem das diferenças de pensamentos uma luta armada de ignorância. Haja vista a Carta Magna que nos confere a liberdade de expressão e não diz que quem vence em seus argumentos é quem está correto. "Eu penso, Tu pensas, Ele pensa, Nós pensamos." Conjuguem o verbo pensar!