Pular para o conteúdo

Frase de sonia schmorantz

Tenho andado a pensar, a descansar... tenho estado por aqui e ali, com sorrisos de uns, palavras de outros e já estou a pensar que estou quase a ir embora... Devo ter feito muitas coisas erradas, para que nada dê certo e neste momento estou assim, com um pensar diferente... cabisbaixo, digo sempre que deve ser só hoje, mas os dias passam e nada acontece, perdi meu lugar nesse mundo, eu acho... Claro que podem ser feitas muitas interpretações, mas neste sentir da minha vida, mesmo que eu me ache alguém com um espírito de grande aventura para não me prender a ela... mesmo que eu não seja simplesmente isso, mas simplesmente eu... mesmo que eu conseguisse inspirar-me e escrever algo meu... hoje estou assim... com o coração apertado e medroso, acho que não consigo mais tirar estas nuvens. Quantas vezes me pergunto se estive certa em todas as decisões que tomei, de não deixar mais a porta aberta para uma vã esperança. Apetece-me desistir de tudo de tão cansada que estou de procurar meu espaço. Estou rodeada de sorrisos, mas as dúvidas me fazem parar, não consigo deixar de olhar o mar, nem deixar de pensar. Não o mar-caminho, mas o mar-destino, o mar, túmulo fechado para o tempo.

sonia schmorantz

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de sonia schmorantz

Entardecer Quando o sol cansado vai se pondo, Uma réstia de sol caminha tranquila
Continuar lendo

Entardecer Quando o sol cansado vai se pondo, Uma réstia de sol caminha tranquila Sobre os montes da ilha. Declina-se o dia e um vento vago Traz o cheiro de jasmins. Sopram versos das flores, Como ondas em prece ao entardecer. Sopros da terra que em flor palpitam, Exalando a vida e seus perfumes. Sombras lilases vagueiam no céu, A tarde declina no silêncio, Esmaecendo-se suave e melancólica. Da janela onde me encontro, Os olhos acompanham as sombras Desenhando-se nos montes. Que me importa estar aqui nesta sala, Onde o trabalho me prende ao chão, Se minha alma cria asas e se arrebata Na beleza do cenário, agradecida Pelo terno abraço desta tarde...

Agosto Domingo frio, quase agosto, Os sinos anunciam a hora da missa,
Continuar lendo

Agosto Domingo frio, quase agosto, Os sinos anunciam a hora da missa, Embalando as nuvens carregadas, Que andam vagarosas no céu. No ar sombrio da tarde O toque do sino é melodia, Enquanto a chuva fina É uma pálida cortina. Chega o agosto, cheio de frio, Na rua silente, sem caminhantes, A voz do sino é um soluço, Misturado ao silêncio da tarde. Bradam os ventos contra as pedras, Revoltam-se as ondas do mar, O olhar afunda-se para além da janela, Numa complacente espera sem sentido. Estaria o sino chorando, Ou fazendo uma prece?

Divagações após a chuva Ao anoitecer, gotas da chuva intensa ainda brilham nas folhas e calçadas,
Continuar lendo

Divagações após a chuva Ao anoitecer, gotas da chuva intensa ainda brilham nas folhas e calçadas, como notas poéticas a refletir as luzes, que pouco a pouco vão surgindo nas casas. Gotas vão sendo levadas pelo vento incerto, como palavras descompromissadas que tanto já foram ditas e desditas nesta vida. As palavras voam pelas janelas e calçadas, instáveis, insanas, descomprometidas com a realidade, perdidas no tempo. Só a poesia as recupera, unindo-as através dos sonhos repetidos no silêncio das madrugadas insones. Das palavras ditas resta a poesia, a vaporosidade de quem já viveu e ouviu muito, mas ainda tem capacidade de sonhar. Palavras inventam-se nos poemas, num fluir secreto, desdobrando-se como renda, tecidas memórias de sonhos que com a própria vida que se emendam.

Procura-se A aurora desperta pelo azul do mar, A quietude outonal que rasga o dia,
Continuar lendo

Procura-se A aurora desperta pelo azul do mar, A quietude outonal que rasga o dia, a vida que ressurge rara após noite escura. Procura-se a esperança que saiu voando sem rumo, uma alma alada como pássaro, que desapareceu entre o céu e o mar. Procura-se sonhos pássaros perdidos na névoa tardia, ventos leves, leves como o pensamento. Procura-se uma chance, uma sorte, uma nova saída, uma ilha, um pouco de paisagem, um verso capaz de descrever o instante.