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Frase de João Batista do Lago

⁠AO MEU OUTRO AMIGO De João Batista do Lago Dize-me, tu, meu outro irmão, que não tenho isenção para defender a mata onde vivo com meu povo. Tu, meu outro irmão, que não conhece a mata para além do tapete verde da tua sala. Tu, meu outro irmão, que não entende da defesa da vida, só quer transformar a mata em vintém. Tu, meu outro irmão, que deseja tão só minha destruição, por que deseja o fim da minha nação? Tu, meu outro irmão, que do anzol não sabe a serventia, queres a morte do rio, meu alimento. Tu, meu outro irmão, que desconhece toda minha etnia, que não sabe do Tupi-guarani e do Macro-jê. Tu, meu outro irmão, conhece os Tenetehara, os Awá-guajá e os Urubu-Kaapor? Povos de língua Tupi todos são. Tu, meu outro irmão, sabe do Apaniekrá e Ramkokamekrá; dos Pukobyê, Krikati, Timbira e Krenyê? Todos são povos originários: Jê. Tu, meu outro irmão, ouviste falar dos Akroá-Gamela e Tremembés? Ainda hoje lutam por reconhecimento étnico e a demarcação de suas terras! Então, tu, meu grande irmão, toma a minha mão e vem. Vem defender a mata, vem defender a flora, vem defender a fauna. A existência, meu outro irmão, depende de nós, depende da nossa união. É o nosso legado para toda nova geração.

João Batista do Lago

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Pensador.com

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Se querem mesmo saber: eu estou cansado desses poetas ditos sagrados, em verdade são uns desgraçados da sorte; são o caldo cultural de uma indústria poético-literária, que têm nos seus livros a exploração póstuma desses escribas que deveriam está definitivamente enterrados.
FANTASIAS (Para uma amiga muito especial) Ó fantasias que escondem
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FANTASIAS (Para uma amiga muito especial) Ó fantasias que escondem minh'alma pura, que me revelam diante do meu eu-espelho, que me segredam toda impura no sacrário de um altar jamais revelado: hóstia de essência imaculada, refém da mandala sagrada. Sei! Sou fiel depositária do sonho desvelado, do gozo nunca sentido, da esperança macabra do falo que não fala a linguagem do meu corpo em brasa, corpo que se arrasta entre os lençóis da casa e que voa nas fantasias d’uma ave sem asas.