Frase de Cecília Meireles
Como se morre de velhice ou de acidente ou de doença, morro, Senhor, de indiferença. Da indiferença deste mundo onde o que se sente e se pensa não tem eco, na ausência imensa. Na ausência, areia movediça onde se escreve igual sentença para o que é vencido e o que vença. Salva-me, Senhor, do horizonte sem estímulo ou recompensa onde o amor equivale à ofensa. De boca amarga e de alma triste sinto a minha própria presença num céu de loucura suspensa. (Já não se morre de velhice nem de acidente nem de doença, mas, Senhor, só de indiferença.)
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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