Frase de Vinícius Dantas
sangue e lápis asas da liberdade entre linhas algo que poucos podem captar perdi-me e me refiz em refúgio abstrato, disforme. depois que te conheci, ó Poesia, ganhei forma no caos que era meu rosto torto. meu eu-lírico tornou-se meu sangue, meu respirar, meu garfo. dou corpo à dor, a entalho— para que ela encontre o cinzel e ali morra. me dissolvo na escrita; morro no papel para renascer em cada linha. se um dia eu calar, morremos juntos: verso e peito. entre escrever e alívio, escolhi sangrar. quem escreve pra curar continua doente.
No pensador.ai desde