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Frase de André Vicente Carvalho de Toledo

⁠Na teia sutil dos dias corridos, Vive, entre sombras, a ilusão, É tal o dom de alguns fingidos, Que entorna a verdade ao chão. Enganar, com ar de fácil encanto, Veste-se fato como seda ao vento, E na crença, o humano canto, Faz do engano um leve alento. Porém, na luta de esclarecer, Mais árduo é o desafio presente, Pois fácil é não querer ver, A verdade queima e sente. Por que é difícil se desiludir? Talvez por dor, orgulho ou medo, Mas se o coração conseguir se abrir, A luz da verdade reina sem segredo.

André Vicente Carvalho de Toledo

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Pensador.com

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⁠ Oferecimento à Encruzilhada Ao Senhor das Encruzilhadas,
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⁠ Oferecimento à Encruzilhada Ao Senhor das Encruzilhadas, Exú, Mensageiro, Guardião das Estradas, Que abre os caminhos com seu falo e tridente Receba nosso humilde coração. Sua chama vermelha, viva a brilhar, Traz o movimento, faz desatar Os nós da vida, o que está parado, Por seu axé somos libertados. À sua esquerda, todo o Povo da Rua, Sábios Guardiões da noite e da lua: Pombagiras de força e beleza, com sua certeza, Exus-Malês de firme proteção, Que trabalham na luz da intenção. Aos que zelam nas calçadas e esquinas, Nas sombras, nas festas, nas cantinas, Obrigado pela mão estendida, Pela justiça na virada da vida, Pelo conselho no ouvido atento, Pelo trabalho santo e constante. Aos que são ponte entre os dois mundos, Justos, leais, jamais rotundos, Que desfazem demanda e feitiço, Com firmeza, humor e carinho. Povo de rua, de chão e pedreira, De garrafa, charuto e cerveja, Sua presença é farol e abrigo, Sua força, um brado antigo. Por toda ajuda, por todo amparo, Por todo trabalho claro e raro, Nossa gratidão, forte e sincera, Que ecoe na noite inteira! Laroyê, Exú! Salve o Povo da Rua! Que sua luz nunca se apague ou fuja. Ase, oh Guardiões da verdadeira lei, Que seu axé brilhe sempre! Laroyê! ---

⁠"A Restituição" Quer que a vida nos restitua Tudo que suas mãos roubaram:
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⁠"A Restituição" Quer que a vida nos restitua Tudo que suas mãos roubaram: Os amores que a morte apagou, Os instantes que o vento levou, Os sonhos que o tempo trincou Como vidro sob o sol da rua... Ah, delírio! Querer colher As flores já dissolvidas no chão, Reconstruir com as mesmas pedras A casa que ruiu na encruzilhada, Beber outra vez da mesma água No rio que seguiu outra direção. A vida não faz contabilidade. Não guarda recibos nos bolsos do tempo. O que ela toma, transforma em raízes Ou em pó de estrelas desfeito no asfalto. Nenhum tribunal de sombras ou lumes Decreta indenização por nosso pranto. Mas há um segredo nas entranhas da perda: O que nos foi arrancado à força, Roubado em plena luz ou na neblina, Não segue intocado para algum cofre celeste — Ele fermenta nas adegas da alma, Torna-se outra moeda, outra semente. Não nos devolve a vida o que tirou, Mas nos entrega o ouro da transformação: A cicatriz que sabe de dores alheias, A paciência que tece redes no vazio, A coragem de amar sabendo da morte, E a estranha liberdade de quem nada espera Do balcão vazio da mercearia do destino. Não cobramos. Aceitamos o câmbio rude: Perdemos rosas, ganhamos raízes. Perdemos dias, ganhamos esta presença Que habita o agora sem ânsia ou dívida. A vida paga na única moeda que tem: A de nos fazer mais vastos que a própria vida....

⁠Dissonante anacrônico social esse é meu aspecto real,aos meus 45, não me encaixo e dou risada, e depois brinco, choro! Mas sem dúvida, há como eu sinto! Completo inteiro resoluto e verdadeiro,
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⁠Dissonante anacrônico social esse é meu aspecto real,aos meus 45, não me encaixo e dou risada, e depois brinco, choro! Mas sem dúvida, há como eu sinto! Completo inteiro resoluto e verdadeiro, Convicto com seu desamparo um animal nulíparo consumindo ideias.