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Frase de Flávio de Ostanila

Viver é uma obrigação. E nesse labor que é a vida, temos que bater o ponto todos os dias. Não há salário. Pelo contrário, é o trabalhador que tem que pagar pelo emprego. Caso o serviço não lhe agrade, greve não resolve. Vai ter, portanto, que encarar a jornada e encontrar uma solução que não seja a perda do cargo. Mesmo no cansaço, deve aguentar,; porque quando as férias acontecem, elas nunca terminam. E não fazer absolutamente nada também não é agradável... nem aconselhável. Sendo assim, é importante manter a saúde, pois atestados e licenças são definitivos. Na fábrica da vida, aparentemente há níveis hierárquicos, e alguns funcionários se arrogam mais ilustres que outros; porém todos carregam, em algum momento da labuta, pesados fardos. E esses eminentes servidores - apesar de ostentarem condição de trabalho melhor do que a de indivíduos comuns - estão sujeitos, como qualquer outra pessoa, a demissão com ou sem justa causa. Nascer é o início do contrato que você não assinou. Mas já que a rescisão é inevitável, exerça com o máximo zelo suas atribuições e garanta, pelo menos, algumas promoções, como sentir, sonhar, amar.

Flávio de Ostanila

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Flávio de Ostanila

"Ando só", conforme a música de Engenheiros. Mas não porque fui esquecido por todos: simplesmente me fiz esquecer para muitos. A minha nova turma não frequenta bares. Na verdade, foi por essa galera que parei de beber e de ir a bailes. É um tipo bem peculiar de amizade, da qual…
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"Ando só", conforme a música de Engenheiros. Mas não porque fui esquecido por todos: simplesmente me fiz esquecer para muitos. A minha nova turma não frequenta bares. Na verdade, foi por essa galera que parei de beber e de ir a bailes. É um tipo bem peculiar de amizade, da qual não espero retorno, e minha satisfação é exclusivamente servir. Não sei se posso chamar a isso de relação. Porque o que há, de fato é uma simbiose: minha existência tem por objeto a vida de minhas filhas. Talvez a isso eu deva chamar amor.

Das boas coisas da vida, com certeza o café fica entre as primeiras da relação. É ótimo comer e necessário tomar água; mas beber um cafezinho é ato divino. O cheiro do café, pela manhã, é um bom-dia à vida; oxigena o cérebro e chacoalha a alma. E não seria exagero dizer que o a…
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Das boas coisas da vida, com certeza o café fica entre as primeiras da relação. É ótimo comer e necessário tomar água; mas beber um cafezinho é ato divino. O cheiro do café, pela manhã, é um bom-dia à vida; oxigena o cérebro e chacoalha a alma. E não seria exagero dizer que o almoço só tem graça se houver um café após a refeição. As tardes, mesmo as mais quentes, sempre pedem um bom café. À noite, então, cadeiras na calçada e uma garrafa de café nos faz esquecer que é tão penoso viver. O café pertence à ordem do "frui" de Santo Agostinho e está na caixa de brinquedos de Rubem Alves. O dinheiro, por exemplo, é do grupo do "uti", ou seja, é útil. Já tomar um cafezinho com sua mãe na cozinha é algo que não tem preço. A satisfação de deliciar um café é tão grande que não cabe em um "cafezeiro" só. É por isso que quem gosta de café sempre insiste em que outra pessoa aceite uma xícara. É gratificante preparar o café, servir o café, beber o café. Até perguntar ao amigo se gostou do café é agradável. Portanto, tenha o café em todos os momentos da vida; e, antes de morrer, garanta que no velório não falte o saboroso e velho cafezinho.

Chega o dia em que percebe que não é pessoa tão especial; que não passa de mais um no tabuleiro da existência humana; que é passível de qualquer tragédia
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Chega o dia em que percebe que não é pessoa tão especial; que não passa de mais um no tabuleiro da existência humana; que é passível de qualquer tragédia e desventura; que não chorarão seu choro nem sentirão sua falta. Constata finalmente que os mocinhos quase nunca vencem; que honestidade não compra seus sonhos; que nada nem ninguém acontecem de graça; que os amigos só duram o tempo do seu sorriso; que a mulher - que nem sempre o amará - não será para sempre amada. A vida, então, lhe parece tudo isso de decepcionante... mas você ainda poderá apreciar a chuva e brincar com o cachorro.

A fome nossa de cada dia Na infância, eu tinha muita fome de comida. Quando me queixava, minha mãe dizia: "Vai dormir, que passa". Não sabia eu que teria na vida muitos outros tipos de fome. Fome de dinheiro, pois no Brasil se trabalha quase seis meses para o Estado.
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A fome nossa de cada dia Na infância, eu tinha muita fome de comida. Quando me queixava, minha mãe dizia: "Vai dormir, que passa". Não sabia eu que teria na vida muitos outros tipos de fome. Fome de dinheiro, pois no Brasil se trabalha quase seis meses para o Estado. E, sem dinheiro, padece-se de outra fome: a de respeito. Fome de justiça, pois o que se vê é político desviando recursos públicos para locupletar a si, a seus familiares e apaniguados. Fome de dignidade; visto que, sem recursos suficientes, não se pagam as dívidas nem se realizam sonhos. Fome de reconhecimento, porque só são importantes aqueles que integram determinados estratos. Fome de oportunidade: a condição financeira não é o bastante para custear cursos preparatórios, para fazer uma viagem ou para montar um negócio. Fome de pessoas, pois nada nem ninguém acontece de graça. Até mesmo fome de amor, quando a mulher amada resolve "colar" em alguém que possa lhe proporcionar mais conforto. A vida é um prato vazio. Alguns terão condições de enchê-lo; outros mal terão o prato. Aqueles vão se empanturrar de satisfação e alegria. Estes terão como abastança somente peleja e angústia.