Frase de Planta Lunar
Não regue onde não há raiz, Nem se esforce para florescer em solos que fingem não te ver.
No pensador.ai desde
Não regue onde não há raiz, Nem se esforce para florescer em solos que fingem não te ver.
No pensador.ai desde
Se o amor não alimenta a alma, nenhuma abundância externa compensa.
Guloseima não substitui colo. Prato cheio não substitui abraço. E açúcar nenhum cura carência.
O que nutre de verdade? Amor, num casamento, não é o prato cheio
O que nutre de verdade? Amor, num casamento, não é o prato cheio quando a mesa está vazia de olhar. Não é o teto firme se o silêncio cai pesado sobre os corpos que dormem longe mesmo deitados juntos. Amor é o gesto pequeno que não pede aplausos: a mão que procura a outra no meio da noite, como quem diz “estou aqui, você não caiu sozinho”. É presença que não disputa, é escuta sem pressa, é riso que nasce do nada e faz o dia caber melhor no peito. Amor nutre quando toca sem ferir, quando acolhe sem invadir, quando cuida sem controlar. É alimento invisível: olhar que aquece, voz que acalma, corpo que oferece abrigo sem exigir senha, desempenho ou prova. Num casamento, amor não pesa, ele alivia. Não cobra , ele compartilha. Não substitui a fome do corpo, mas alimenta a alma para que o corpo também queira viver. Porque pão sustenta a carne, mas é o afeto que sustenta a vida. E onde há amor assim, a casa respira, o coração descansa, e viver junto deixa de ser sobrevivência para virar caminho.
Amizades que Sabem Ficar Eu sou feita de profundidade. Quem me ama aprende a nadar,
Amizades que Sabem Ficar Eu sou feita de profundidade. Quem me ama aprende a nadar, quem me teme fica na margem e me chama de silêncio. Minhas amizades não me prendem , criam raízes. Algumas vivem sob a terra, outras sustentam o tronco dos dias, há galhos que seguem outros sóis sem nunca romper a origem. Também acolho folhas. Elas chegam leves, embelezam a estação, partem quando o vento pede. E está tudo bem. Nada que foi verdadeiro se perde. Sou oceano em estado de gente. Não grito minha maré, não imploro mergulhos. Permaneço. Aprendi cedo que amar não é disputar espaço, é reconhecer profundidade. Que vínculo não se mede pela presença constante, mas pela lealdade silenciosa de quem nunca tentou me apagar. Quando sinto desalinho, recolho a voz. Meu silêncio lê. Meu coração decide. Quem é raiz volta. Quem é fruto permanece. Quem é superfície segue , sem mágoa, sem ferida. E sigo assim: inteira, líquida, verdadeira. Com poucas mãos nas minhas, mas todas capazes de sustentar o peso bonito de quem eu sou.