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Frase de Nane vs

Poeta Obsoleto Era só um poeta Medíocre, de rimas pobres Em poesias profanas Para a musa idealizada Se achava o tal E era feliz em seu mundinho Bastava-lhe o amor Da que lhe dava inspiração Mas seus sonhos ruíram Implodidos num conto De um infante contador Infanto juvenil O bom moço contador Com porte de príncipe Profanou todas as poesias Do poeta cabisbaixo Abandonou-lhe a inspiração E a musa encantada Pelos contos estampados No peito do contador Sem mais forças pra rimar O poeta ultrapassado Silenciou a poesia Restando-lhe chorar Suas noites insones Outrora rabiscadas Agora são testemunhas Das lagrimas derramadas O infante conta a alegria Com mistérios e magias Enquanto o velho poeta Obsoleto, vê nascer o dia Sem amor e sem humor Silencia sua poesia Para que não nao revele mais a sua dor Em palavras rimadas e escritas

Nane vs

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Pensador.com

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Outras frases de Nane vs

Amor eterno Te vi assim Tão sublime
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Amor eterno Te vi assim Tão sublime Tão fatal Tão em mim... Refiz em mim Todos os sentidos Que pensei perdidos Ou mesmo nunca nascidos E foi você Quem despertou em mim Entre o desejo e a paixão Um grande e derradeiro amor

Lava/da/ alma Não tenho a passividade dos que tem fé Nem a conformidade dos que creem
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Lava/da/ alma Não tenho a passividade dos que tem fé Nem a conformidade dos que creem Não tenho a aceitação dos que esperam O prêmio de consolação Por vezes até tento ter Mas fala alto meus instintos Explosivos e repentinos Que me fazem blasfemar (ou cobrar) O que a vida fez de mim Ou o que eu fiz da vida São paralelas tão minhas Tenho que encarar No despertar de todo dia As cobranças em brasas ditas Queimando o leito facial Feito lavas salgadas da alma Que tantas dívidas a serem pagas Por estranhas criaturas Colocadas num mesmo espaço Confinadas num abraço O amor é latente As brigas presentes A morte indigente Os corpos...pressentem (Nane-11/12/2014)

Lizandra Me encantou o olhar matreiro de Lizandra Encarando o meu de soslaio
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Lizandra Me encantou o olhar matreiro de Lizandra Encarando o meu de soslaio Aguardando com paciência eu me afastar... Seu corpo magro dentro do vestido Deixava a mostra dois "gravetos" Ainda sem curva nenhuma... O cabelo, visivelmente embaraçado Escorria-lhe pelos ombros pontudos Escondendo seu sorriso malicioso Entrei em casa e por detrás da cortina Vi quando ela, feito um relâmpago Subiu com maestria na mangueira (em meu quintal) Não mais de dez minutos Foi o que lhe bastou Para encher de mangas a sacola Desceu num salto de saltimbanco E olhou sorrateira a sua volta Procurando por alguém Saí "brava" de casa e gritei: -Peste! Espera que te pego Ela sorrindo, desandou em correria Me encantou a ousadia de lizandra Roubando minhas mangas doces Como as que eu roubava na infância (Nane-04/12/2014)

Fila indiana Segue a vida sem contestação Aceitando de cabeça baixa
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Fila indiana Segue a vida sem contestação Aceitando de cabeça baixa Do "destino," a decisão Que melhor (?) foi tomada Pouco importa as consequências A vida segue em frente E o azar é só de quem ficou E não de quem se foi Se acabou ou começou Incógnita sem um x da questão Tênue filete de dimensão Feito o crepúsculo entre o dia e a noite A brisa que sopra a calmaria Deixa para trás a ventania Da tempestade atravessada No cume da alma Segue a vida sem contestação Por pura e simples constatação De que é preciso seguir de mãos dadas Sem perguntar pra onde ir (Nane-25/11/2014)