Frase de José Carlos Limeira
Preferências Para Nelson Gonçalves Maca* Acho o Machado porreta Tanto quanto o Barreto Assis está para Lima Quanto o enredo e a vida Usam os dois como estetas São também compatíveis De modo natural D2 , Cartola, BuleBule Bezerra, Djavan e Mano Brown Nunca recuse o conhecimento Não adiantaria o som do clássico Se omitida a voz do gueto A alma humana, alegre ou trágica Ergue-se, acima dos preconceitos Quero ligar, ouvir e ver Quilombo Vivo, Blackitude Maestros e ÊMeCis Afrogueto, Quilombola Testemunhas, Chopin Buarque e Elemento X Ogãs, makotas e pierrots Hera Negra Os meninos do CRIA Pois em tudo mora a arte Em todos vive a poesia Viajo na batida Libertária, confidente Na denúncia da violência Do policial demente Gosto da espera vertida em versos Ou o olho vivo que espreita Quilombo armado de rima Lanças, línguas e canetas Espetando de todos os jeitos As goelas dos racistas, elitistas Pretensamente perfeitos A perfeição pode ser métrica Mas o poema da vida Nunca se deu só por ela Feliz ou satisfeito A perfeição é um A U com rolê Ou o passo da passista Um Stradivarius, Monet Transformando agonia e fome Em arte pura e sem nome Que brota da pedra e da pista Dos fatos, do incidente Da criação, do artista Rima, peleja, repente Cantador ou DJ, nesta fita Daí certas preferências Que alimento, como revide Desaforo posto no verso Como nos versos do Thaíde Ou de outros repentistas Profetas de toda coragem Carregando pelo mundo Caminho novo e viagem Fazendo de modo correto Ensinamento e mensagem E outros atrevidos, sagrados Estrelas brilhando no dia Como meu mestre Maca Língua qual gume de faca Entendendo toda poesia De Homero ao quilombola Juno Vencendo os estereótipos Reeducando a academia
No pensador.ai desde