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Frase de Lenita Melo

Flor da Idade Que toda idade tem sua beleza, disso tenho certeza. Mesmo assim há no envelhecer uma tristeza, onde só deveria haver nobreza. Há aquele que é velho e aquele que velho parece, Mas quem da vida tira seiva, por mais templo floresce. Pois a vida tem sabor que a muitos apetece. Se a fruta vida não é boa, de mais doce carece. Mas o açúcar você que põe, e aquele que acerta na medida, vida mel esse merece. Se o tempo te faz fraco, precisa saber o que te fortalece. Se a vida lhe é pobre, só o amor a enriquece. Pois na vida tudo passa, só o amor que não se esquece. Se pensa que o bonde já passou, te digo a novidade: Se a vida te reservou 70, ainda não está nem na metade. De fato a vida é curta, Curta de verdade. Vai depressa, segue o curso. Corra o risco inerente à mocidade. Semeie o bem e colha o fruto da felicidade. Com o tempo não se importe Pois enquanto nessa árvore você conseguir ver pétalas, Você ainda estará na flor da idade.

Lenita Melo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Lenita Melo

Entre amigos Amigos: se é tão bom tê-los, porque perdê-los? São a melhor parte de nós refletida nos outros.
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Entre amigos Amigos: se é tão bom tê-los, porque perdê-los? São a melhor parte de nós refletida nos outros. Da vida os ganhamos e são verdadeiros tesouros. Duram mais que diamantes e reluzem como ouro. Mesmo longe, estão sempre conosco e desempenham diversos papéis. Só eles nos dizem as maiores verdades e por isso, a eles somos fiéis. Um verdadeiro amigo não se faz, se reconhece. Para a vida não os afastar, um cuidado carece. É assim porque na amizade, não existe no gostar uma obrigação. É por isso que se diz que amigos são a família escolhida pelo coração. Quando os amigos também são família, é bom. Une-se o útil ao agradável. Quando os amigos são vizinhos, Toda vizinhança se torna mais amigável. Quando os amigos também são amigos do namorado, até o sair acompanhado fica mais amável. Quando os amigos são de diferentes idades ou culturas, a experiência é mais rica, e isso é aconselhável. Não importa se são muitos ou poucos, Pois diante de tamanha qualidade, a quantidade é variável... Mas ter a sorte de viver entre amigos, isso sim é formidável!” Set/14

Raízes Na turbulência buscou fincar âncora nas raízes mais fortes e profundas que poderia ter Então ouvindo o coração, pisou naquele chão.
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Raízes Na turbulência buscou fincar âncora nas raízes mais fortes e profundas que poderia ter Então ouvindo o coração, pisou naquele chão. Embora qualquer outro caminho pudesse percorrer, sabia que outro não queria escolher, pois foi ensinado que sobre alicerce fraco, prédios fortes não podem se erguer sabia que colocar tijolos novos sobre qualquer outro chão, poderia toda a sua construção comprometer. Então ouvindo o coração, pisou naquele chão. Tocar aquelas paredes, fez toda a sua lembrança acender, paredes vazias para qualquer um que como ele não podia o mesmo ver dali tirou o único combustível capaz da sua “roda motriz” abastecer o que para todos era saudade, para ele era clareza de um valioso saber. Como presente da natureza, a lembrança se fez certeza talvez a única, em um momento que tantas incertezas podia ter. Então mesmo sem ter a resposta, sobre ela fez a sua aposta acreditou que merecia vencer Percebeu que já poderia, no suor de cada dia, sua própria fortaleza erguer. Sabia que de noite ou de dia, um farol teria para o seu caminho iluminar e proteger. Então ouvindo o coração, pisou naquele chão Deixou a brisa leve no seu rosto bater, fechou os olhos, e sem espelho pode ver que algo nele havia mudado, sem que antes pudesse perceber. Entendeu que por toda vida foi folha de uma linda árvore frondosa a florescer, mas a vida fez a folha amadurecer, e hoje para as suas mudinhas que estão a crescer, a forte raiz, foi ele quem passou a ser.

Saga Nordestina Da vida do meu pai pouco sei. Mas pelos seus olhos pude ver toda alegria e tristeza
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Saga Nordestina Da vida do meu pai pouco sei. Mas pelos seus olhos pude ver toda alegria e tristeza e sobre essas contarei. Por disputas de terras nos anos trinta, mais uma família brasileira seria extinta. De linhagem pequena devastada pela saga nordestina Os Melo se foram em uma chacina, Ficando para a vida, somente o menino e a menina. Criado com mais uma dúzia de outra família, fez do sonho sua rotina. Já que a realidade era perversa e até ali a vida lhe foi cretina. Não posso imaginar que vida foi aquela, Mas sei o cenário, pois tudo se passou em Pernambuco, Exatamente em Casa Amarela. Mas homem de fé não desanima, É o que reza a lenda e conto em rima. Para servir a sua pátria mãe gentil Aos 18, rumo a uma nova vida partiu. O recomeçar veio divino, em uma ilha de esplendida beleza, Mais que uma nova vida, amigos encontrou na fortaleza. Foi soldado onde não havia guerra, Serviu ao Brasil no maior paraíso já visto na terra. Em Noronha, entre peixes e tartarugas viveu Foi tão feliz que até das mazelas da infância esqueceu. No quartel era soldado, na igreja era fiel, nos bares para um brinde esperado e as noites acabavam no bordel. De pesca e Futebol ele gostava Mas segundo minha mãe, ofício nunca aprendeu. Ele dizia que na Ilha tinha tanta coisa boa Que apesar de passar anos, o tempo não deu. Ainda na casa dos 20 percebeu, que na sua porta, uma nova prova bateu Para febre amarela, os cabelos e amigos perdeu e mais uma vez quase morreu. Queria uma nova chance Precisava de um novo sonho que estivesse ao seu alcance Tomou uma atitude que julgou vitoriosa, Trocou o canto das sereias Pelo mito da cidade Maravilhosa. Das sereias e seus encantos já sabia de defender Das dificuldades de um emigrante na cidade grande, teve que aprender. Procurava trabalho e uma vida boa sob o sol da Guanabara Alegria até encontrou, mas a felicidade foi o preço cobrado por Iara. Na estiva trabalhou e sob o sol suava Pelo dinheiro pouco que ganhava Para a pinga até que dava, E para nada mais sobrava. Voltar não era opção, tinha que seguir em frente, trabalhando para comprar o pão, assim conheceu muita gente. Se foi certo ou errado, não cabe a mim julgar Um pouco dele vive em mim, no meu modo de sonhar Do jeito dele me amou, não há o como duvidar Se foi real tudo o que se passou, não tenho como provar Um repente fraco sobre a vida de gente forte Que mostra que para sobreviver à saga Nordestina, precisa ter mais que força, precisa ter sorte. Para fazer valer a sua estrada e deixar uma história, Mesmo que seja após a sua morte. Como disse, se tudo é verdade não tenho certeza. Mas isso não tira da história a sua beleza Pois não fala do sonho de um homem e sim da saga de um povo e da sua grandeza.

Tão meu Tento não lembrar, mas não quero esquecer, Penso em te encontrar, mas tenho medo de me perder.
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Tão meu Tento não lembrar, mas não quero esquecer, Penso em te encontrar, mas tenho medo de me perder. Novamente perco a batalha: lembro sem perceber Dos meus longos cabelos castanhos enroscados na sua negra barba. Novamente não pude conter Me perco nos seus flamejantes lábios querendo meu juízo e boca morder. Sem motivo rio sozinha, não consigo esconder, Por mais tempo queria ficar, isso já deves saber. Volto ao trabalho, mas minha mente voa, Já não posso interromper Então para sossegar o coração, começo a escrever, Talvez para te imortalizar em verso, Já que aqui, para sempre poderá viver. Se é certo ou errado, não posso escolher Só sei que foi tão bom e foi tão breve, Exatamente como tinha que ser. Suas mãos me puxando para perto, Seu sussurro e seu gemido, pude sentir e pude ver Enfim a maior parte possível de você comigo pude ter. Então naquela noite, fui tão sua e você tão meu, Que de inveja por um instante, até a lua se escondeu.