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Frase de Thaylla Cavalcante

O insano Junte o útil ao agradável, O infiel e o profano, A moral e a ética, O amor e o humano. Se fosse simples não mais seria bonito, O amor mensurável não serve, Não eleva nem agrada ao espírito. Não peço-te permissão, Nem te digo que foi escolha. É mais uma imposição do destino que nos entreolha. Sinto-te distante, Como um grito no vazio. Vozes oscilantes, de uma mente inerte em meio ao frio. Se sob a penumbra cinzenta recai a noite, Me faria eu desnecessária. Colmada por súplicas infiéis e de glória empavesada. Num sóbrio recanto me conduz A paisagem já atravessada. Gestos secos e sem luz. Alma distante, intocada. O contraste ideal existente. Olhos negros estes teus, Fariam estrelas terem inveja deste tal brilho fosco. Apenas sigo a linha do horizonte, ignorando vertentes. Meras súplicas abandonadas, Pudor inexistente, Vidas separadas. Colecionador de amor tu és. Obra de vidas passadas. Colecionador de dor tu és. Portador de histórias equivocadas. Afundo-me em teus males, mergulho em teus receios, Bebo da fonte dos teus medos. Jogo-me por inteiro. Ainda que louca, desvairada, Entendo-te um pouco. Vives para os outros, Pensas nos outros. Ah meu bem, pense em mim!

Thaylla Cavalcante

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Meu inferno pessoal De tudo o que me lembro era frio e cinzento. Pequenas luas se faziam presentes,
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Meu inferno pessoal De tudo o que me lembro era frio e cinzento. Pequenas luas se faziam presentes, Olhares vagos, descontentes. Pouco mais iluminados que o calçamento. Absoluto e solene, Olhava-me de cima Sangue fervente e pulsante. Sob o calor que se aproxima. Como um fantasma me escondia a tempo de não ver, Transparecia em mim a luz de um grito rudimentar, Essência explicita em minha falta de te ter. A luz remanescente e ofuscante Logo já não teria onde então se esconder. Ignorando a excitação intimamente ligada aquela mesma dor Dobraduras coloridas percorriam o teto Presas e soberbas, nunca antes livres Logo mais entrariam numa estrada sem fim Clamor recorrente. Definitivamente um ótimo ator. Sob um universo atônito em busca de contrapostos. Nada demais. Nada de novo. Tudo passado. Tudo decomposto. Rosa em excesso, Calma e intimidada. Abrir e fechar de portas. Ruídos espessos. E eu o olhava Tumulto dentro de mim por fora da organização. Encontrei em você ruína e desgraça. Longe desta mesma dimensão está quem vos fala. Portas abertas de um inferno que tão logo seria meu. Tua mão que afaga uma infeliz agregada. Já não seria problema seu, Portas abertas a procura de minha final entrada.

Doses de inconsequência Encontrei em minha falta de querer Motivo perante a abstinência.
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Doses de inconsequência Encontrei em minha falta de querer Motivo perante a abstinência. Desapeguei do total pudor O medo oscilante, sem suceder Se exilou enfim de minha existência O fogo vermelho se tornou azul No calor do depois, Compulsão de nós dois. O agora mostrou que reluz. Agonizante exatidão, Súplicas fora do conceito. Sua cautela improvisada Traça o pecado perfeito. Agora sem decência, O intenso ultrapassou a dor. Ingrata loucura derramada Afável, intocada. Miúdas doses de inconsequência. Trago em mim seu calor. Mistério tênue a se fazer decifrar. O depois se tornou loucura No caos do embaraço, Vida curta para pensar. Indecência se tornou cura. Não mais me afundarei, Nem mergulharei em uma virtude disfarçada de compostura.

Infidelidade Mistérios e enigmas rodeiam teu corpo. Silencioso, vejo-te balbuciar.
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Infidelidade Mistérios e enigmas rodeiam teu corpo. Silencioso, vejo-te balbuciar. Em meio ocioso fiz-me pairar, Sob palavras melodiosas, Tudo o que me restar. Se vens como um anjo caído, A noite escura convida a viajar. Toque minha mão, E faça este tal brilho durar. Cada sensação nunca antes vista, Cauteloso e perigoso te faço bastar. Palavras divinas em meio a tormenta, Vida tirana vem a desinteressar. Pessoas comuns na falta do que conduz. Tua vitalidade escassa, Um tanto anti social, Bipolaridade disfarçada. É meu último suspiro frente ao que resta de tua amada. Até então cheia de luz, Retiro de tua mão a espada. Encha-me com seus conselhos, Serei eu tua aprendiz. Como movimentos de teus cabelos. Vertentes opostas de uma mesma diretriz, Te guio por espelhos. Passos descompassados, Pela dor que esmaga. Se como um golpe me conduz, Serei eu desnecessária. Em tua mão um fulgor reluz, Tornando-me por total errada. Idealizarei tua utopia, Com um vigor que me afaga a alma. Viva feliz e sorria, Fiz do mundo tua morada. Eu sou fiel meu bem. Considero o que me é ensinado. Te elevo e consagro, Ainda que dentre todos, Sejas tu, o meu maior pecado!

Monotonia Vês o céu de raios ofuscantes e primor Luzido? Vês o sol entre teus olhos convertido?
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Monotonia Vês o céu de raios ofuscantes e primor Luzido? Vês o sol entre teus olhos convertido? És vaidade na vida, onde já se foi presumido. Tua glória empavesada e assumida, Fará tornar-se até a airosa manhã oprimida. Sol e Lua se encontraram com alento e sem pudor. E um dia mostrar-te-ei o quão sublime é o meu amor. Sinto-me hoje desvanecida. Em tuas faces, considero-me equivocada. Ostentas meu coração inflamando as mais sublimes faces ao considerável nada. Não mais me considerarei humana, Minha mente quase profana necessita de alento. Meu amor por ti peleja, Ao mesmo ponto onde fraqueja presumindo o desastre iminente. Comparo-te ao aljôfar mais precioso. Sendo assim, sigo minha busca somente a te encontrar. Pois nem isso me seria tudo, Já que tudo para mim é nada. Me cubro de espasmos, A vista de teu rosto, meu amado!