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Frase de João Carlos Marrão

⁠Metades plenas Como é que a gente não consegue perceber que a terra se move aproximadamente um milhão de quilômetros por hora? - Claro que sabemos que é por que tudo está se movendo junto. Embora essa reflexão seja bastante óbvia podemos utilizá-la como analogia para tentarmos entender muitas outras coisas que conseguimos ou não observar e perceber. A existência do ar é até matéria de estudo no ensino fundamental, pois só podemos senti-lo quando está se movimentando de encontro a nós ou quando nós corremos contra ele. Só é possível admirarmos o horizonte se nos opusermos a ele, pois se olharmos o entardecer voltados para o mesmo lado do sol, estaremos de costas para ele e não conseguiremos ver espetáculo algum. As coisas que são inteiras, que tem perfeita sincronia, às vezes são também imperceptíveis aos nossos sentidos ao passo que as coisas divididas, quebradas e adversas é que nos apresentam outras existências. Podemos concluir que na maioria das vezes o que se opõe a nós embora possa parecer o contrario do que queremos é na verdade a metade que faz com que possamos nos dar conta da existência do que buscamos. É necessária a sede para sentirmos o verdadeiro sabor da água, é preciso o frio para entendermos o valor do calor, é preciso o barulho para valorizarmos a magia do silêncio, é preciso o tormento para agradecer pela paz. Os opostos se atraem por serem na verdade metades do inteiro que foi dividido. O que nos move é o que temos pela metade, o que temos por inteiro pode ser que a gente nem de conta que possui. O curioso é que o que temos pela metade mesmo sendo o motor que nós tira da inércia também é a parte que julgamos não ser boa. Somos perfeitas metades plenas em busca da nossa própria construção!

João Carlos Marrão

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Prefácio Em momentos de desabafo Eu escrevo no meio de livros Tristezas, alegrias e sonhos Coisas que sinto Em pedaços E trechos sem sentido Emaranham-se num labirinto Com personagens estranhos Como eu no mundo perdido Vivendo entre olhares anônimos Sentimentos inconscientes Fogem de mim Disfarçados de rabiscos E desenhos abstratos Pra morar entre ilusões e jardins Margens e prefácios Quando o livro está abarrotado Cheio de desejo e pecado Eu brincando de diabo O queimo... Junto com histórias Que eu nem cheguei a ler E fico olhando a fumaça Subir ao céu