Frase de Aluízio Melo
Impermanência Ó Ausência! Ó Silêncio! Minhas palavras, lançadas ao vento, dissipam-se no invisível, e meu coração dissolve-se em ambiguidades. A ti pertence o futuro incerto; e cá estou eu: um vaso vazio, mas repleto de possibilidades. Transitória e efêmera é esta casca que me reveste. Do pó eu vim, e ao pó hei de retornar. Cada segundo se extingue, cada instante sepulta a si mesmo. Também eu caminho para esse ocaso. Serei terra, serei húmus, o adubo silencioso de onde brotará um novo fruto. Que o verme faça de mim o seu banquete, que a chuva desfaça meu nome, que o tempo me esqueça. Pois não há derrota em tornar-se semente daquilo que ainda florescerá.
No pensador.ai desde