Frase de Paulo Sérgio Rosseto
SEM NINGUÉM SABER Não gosto de fazer poemas que remetam à morte Porque detesto que os meus amigos lembrem-se Que um dia também poderão morrer Prefiro que cantem as melodias alegres E leiam sobre amores e saboreiem as dádivas da vida Instigo para que brindem as alegorias Mergulhem na fantasia de que são todos eternos Infinitamente abençoados pela eternidade Em resposta ao zelo existente que para comigo têm Os meus amigos e a fraterna amizade que nos convêm Não tem tamanho nem cabem dentro de covas Por isso jamais extirpa nem deteriora E na minha hora em que sozinho eu partir Sairei à francesa em silêncio enquanto festejam Para que ninguém note a minha dor por ir sem querer Partirei calado sem ninguém saber
No pensador.ai desde