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Frase de Naty Parreiras

S.O.L. (Sob olhares lunares) Olha o céu esparramando Espremendo suas esparrelas escuras Olha a margem preto vívido Lambendo crua a noite, pela rua Esquecido no retiro No retiro ínfimo de suas agruras. Olha a cor azedo-pastel do dilúvio Ergue teu cenho célebre, teu murmúrio E cala o efeito drástico Do teu sopro de plástico Sem ácido sem orgulho. Olha o céu caminhando Tracejando os vértices de sua desgraça Olha o palco do punho Apedrejando o cunho, romântico Azul estanho de cachaça. Olha a cena sábia embriagada do teu vício Aponta o dedo, estupefato Aponta o dedo pra janela Esquece, escapa, Cinderela Pois de tuas esparrelas Fartou-se outro sapo.

Naty Parreiras

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Pensador.com

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