Pular para o conteúdo

Frase de Joe Lima

A canção aconchegante, Da noite, Lhe parecia delirante Mas perante as dores Soava num instante E os clamores tão bravos por natureza, Não passavam de louvores Calmos, em uma era, e era ela Que não estava ao seu lado Parado, inconstante Reflexivo e guiado O garoto não sonhava mais. Era acordado Mas não era capaz Talvez fosse o medo Mas o medo jamais, Superaria seu amor, Por ela, que atrela Seus desejos ao compor, Suas lembranças e insignificâncias Diárias, de uma rotina de passado E em sua mente ele voava, Não inspirado, mas acariciado Pela brisa, feito sopro que plainava Seus desejos e cansado Ainda era ela que o chamava "N'onde estás amor?" Ouvia ao longe, aquela fala O tom mais belo e sincero. Que voz seria esta, Se não dela e discreto Ele chorava ao som, certo De que o passado, estava ali Seu coração tamborilava Devia aceitar, tinha algo para cumprir. Dormiu, foi em sonho. Ela lhe sorriu a face rosada E ele bisonho, tentou se aproximar Cabelos ruivos bailaram em velada No sorriso inocente, estava a clara Sob a clareira, no clarão do luar.

Joe Lima

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Joe Lima

Desfrute do mais belo fruto, sem deixar que controle a si mesmo.
São flores, são caminhos, São cores, são cativos, São dores que me resguardam,
Continuar lendo

São flores, são caminhos, São cores, são cativos, São dores que me resguardam, São sonhos que me aguardam. Não quero dizer que estou triste ou que perigo, Mas a felicidade é tocável e não a vejo. Sinto como se fosse outra a causa para um eu aflito, E enquanto a sinto, a vida eu não vicejo. N'outro dia estava caminhando sem comoção, Como se o própria dia não fosse relevante, Mas pouco durou tal ingênua sensação, Pois o dia acaba, e outro chega. Então ali caminhando eu tomei consciência, Perdido num paraíso, sem objetivo, Estava vivendo a esmo, sem exigência. Mas quis que o dia mudasse e que este então seja: Que as flores floreassem pelos meus caminhos, Que as cores cativassem os meus momentos, Que as dores se resguardassem para um eu sozinho, Enquanto os sonhos se aproximassem com o tempo. Os flores não mudaram, nem as cores ou as dores do meu alento, Mas meus olhos já eram outros, prontos para um dia novo e sedento. Era eu que não mais queria, e que agora seguiria o vento, Que aponta para onde o sol conta, as histórias de um pensamento. Carpe Diem.

Qual era a cor do céu? Seus pensamentos angustiados, Se perderam e sem anel,
Continuar lendo

Qual era a cor do céu? Seus pensamentos angustiados, Se perderam e sem anel, O compromisso era forjado. Sem pesar, e como fuga Lutava contra a culpa. Queria ser dela, mas a disputa Era cega e absoluta. Dizia para si, sê fiel, Porém, seu coração agora cansado Pedia por razão e era cruel, Sua paixão parecia um fardo. Sem pesar, e como fuga Lutava contra a culpa Queria ser dela, mas a disputa Era cega e absoluta Adiante, homem, viva seu fado, Sereno, e distante; Será como aqui, porém amado. Talvez perante; Seja sozinho, e será passado, O tempo, puro, presente Vivo, e venturo. Consequente, homem, viceje e a vida, Mostrar-lhe-á a dor, Nas noites e em suas brisas, Seguirá taciturno de amor, Antes mesmo da despedida, O alento, duro, ardente Esquivo e Inseguro. Só então, viverá a chance Que nem os Deuses Mais distantes, Poderiam lhe privar. Só então, viverá um romance Que embeleze, A sua espera; Porém ainda assim seguirá, a procurar. Sua vida afinal, já não é mais sua. E os dias que se seguirão, não são mais seus. Suas escolhas, que se farão, são pela única, E suas conquistas, que ocorrerão, o farão pelos teus: Cabelos avermelhados, Alma, e o adeus, para ninguém dado. Sim, é dela a cor do céu, Que se altera ao seu agrado Como é dela o garoto incréu, Para o eterno, suspiro, realizado.

Havia um riacho, E por ele um caminho. Cruzando-lhe, o garoto,
Continuar lendo

Havia um riacho, E por ele um caminho. Cruzando-lhe, o garoto, Encontrou-se sozinho. Porém, distante sonhou, Em encontrar seu destino. Havia uma estrada, E nela, um poeta. Que dizia ser sábio, E tocava clarineta. Mas a música lembrava, O garoto de casa, E inquieto seguiu, Com sua historieta. Havia uma cidade, E nela pessoas, Convivendo, o garoto, Encontrou-se sorrindo. Mas a estrada o chamou, E após uma briga, Estava ele animado, Em perseguição do destino. Havia um magnata, Que ofereceu um sorriso. Era Trazido em moedas, Mas sua memória era um aviso. Fugiu então, o garoto, Da ganância e do perigo. Havia a saudade, Do que é fácil e distante. E do passado a memória, Atormentava enquanto diante. Mas a estrada que seguia, Prostrou-se perante, A jovem alma que riu, E continuou ele errante.