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Frase de tadeumemoria

BABY Guarde seu olhar de compaixão, Cale suas palavras doces, Já me acostumei com o silencio E a escuridão... A solidão me chama de baby... Baby, baby baby baby... A lua nos espera na varanda Onde os fantasmas do passado Dançam seus boleros, Onde eu espero o momento que não veio, Onde eu degolo aquele ser austero Que da noite só esperava a lua... Baby... baby..baby... A solidão me chama de “meu bem,” As taças tilintam irritantes, Ao som de ébrias gargalhadas, Daqueles que profanam a noite... A lua se insinua na varanda, Anda pros meus braços, Pra insanidade inocente dos santos, Pra ternura piegas e débil dos loucos... Quem disse que eu não sou Deus? Se a névoa púrpura e plasmática Bafeja este deserto de assombrações... Quem disse que eu não sou Deus? Se tenho um punhado de estrelas na minha destra E na minha esquerda Um coração que pulsa Ao ritmo de tuas lágrimas e sorrisos... Quem disse que eu não sou Deus? Se a emoção que enrubesce sua face Agita o sangue em suas veias me faz manter suspensos e brilhantes os astros... Quem disse que eu não sou Deus???

tadeumemoria

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Pensador.com

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ainda não inventaram as palavras que definam a essência de ser mãe
Você não sabe que depois vem outro dia Com outras paisagens e outros ocasos, A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma,
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Você não sabe que depois vem outro dia Com outras paisagens e outros ocasos, A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma, Depois vem outro dia com outras necessidades Uma sensibilidade maior vai te fazer perceber O que verdadeiramente é belo O que verdadeiramente soa bem aos ouvidos; Nesse tempo o grasnar das gralhas vai ferir teus tímpanos E a primavera de cigarras e pardais vai estar bem distante...

REVOADAS Há um segundo atras O rio era outro, outras águas
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REVOADAS Há um segundo atras O rio era outro, outras águas Eu teria uma vida mais longa... Há cinco segundos atras Eu era mais jovem quinze segundos Somando-se dez segundos Que eu levei pra escrever esta frase Há dez minutos eu tento falar Que o tempo passa E implacavelmente deixa suas marcas... Há quanto tempo tento falar desse enigma Outros olhares, outras palavras, outros rios E o rio passa em mim há quantos séculos Outras palavras não explicaram Ou não foram compreendidas E o tempo tingiu nossas cãs Um dia nos erguemos sobre nossos membros inferiores E pensávamos que sabíamos de tudo Mas o tempo muda as paisagens Verga nossas espinhas e embaça os horizontes Mas nós poetas escrevemos E libertamos pássaros em revoadas E nesse bater de asas divino De editar sentimentos, alguma coisa muda E navegamos incólumes às vicissitudes naturais O individuo perece mas o poeta é imortal

JOSEFA Josefa matou o cachorro porque latia muito Matou o gato porque miava
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JOSEFA Josefa matou o cachorro porque latia muito Matou o gato porque miava A galinha porque cacarejava, Matou o avô de quem não gostava muito A avó porque reclamou do suco O tio porque era um vadio A tia porque criava cutias Josefa matou o vizinho porque não dava bom dia Matou seu Mané no boteco Porque botava boneco quando bebia Josefa matou o carteiro porque não dava notícias Josefa matou a enteada Porque falava no ex-marido O finado morreu de um pirão que comeu Seu segundo marido comeu baião e nunca mais acordou Seu último companheiro morreu de martelada Desconfiado não queria comer nada... Hoje Josefa paraplégica na cadeira de roda sob a sombra do oitizeiro Rever todos os que partiram Sabe que morreu faz tempo Mas o tempo não quer saber de Josefa...