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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

CHOVE Acordei E vi que chove Observei Que não era só lá fora Revestido de breu Minha alma Também chora Dengosa Amorosa Reclama do olhar Da sua beleza singular Sua essência Desta sua silenciosa ausência Não importa os desencontros A sua irreverência Não diminui o meu amor Nem a dor De sua indolência Onde está? Os sonhos sonhados Os beijos por nós calados Curvo-me diante desta ferida Aberta Sofrida Tocada sem nenhum pudor Nenhuma compaixão Nenhum valor Acho que foi só ilusão! Agora solidão... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Rio de Janeiro, 30/08/207 05'30"

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano