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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SONETO COM CHARME Moço, se no tempo, velho eu não fosse Onde a dor da saudade a apoderar-me As recordações a virarem um tal carme E a lentidão em mim se tornarem posse Ah! Aquelas vontades já me são adarme O que outrora me era tão suave e doce Num gosto acre o meu olhar tornou-se O espelho, um revérbero, a desolar-me O meu espírito a tudo acha tão precoce Já o corpo, cansado, soa em um alarme Na indagação a juventude que o endosse Da utopia ao caos dum tão triste arme Envelhecer, como se não fosse atroce Então, vetusto, tenhas arrojo e charme! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2016, 18 de novembro Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano