Frase de Lucas C. Ferreira da Silva
Campo de Batalha... Você acha mesmo que quem viveu no campo de batlha vai falar sobre as flores que avistou por lá? Ou será mais fácil falar da dores que adiquiriu? Ou dos rancores que os consumiu?? Os pássaros cantam livremente, O vento sopra entra as folhas. O peixes respiram e as bolhas Sobem para a superfície levemente O dia começa tão natural Mas logo muda com um som gutural Vindo depois do vilarejo. Todos assombram-se com o Estouro. Aquele mal presságio vira agouro E o céu clareia-se num Lampejo. Faltava mais de meia hora Para que o dia desbotasse. O céu sob a mortalha aquece E o pavor logo devora. O dia nem raiou direito Mas o medo pegou de jeito E foi gritos aos montes. Serpenteando por todos os lados Entre as árvores, rochedos e lagos Saindo até de baixo de pontes. O iminigo mesmo sendo um só Veio para cima com tudo. Parecendo um grande absurto Tivemos que ataca-lo sem dó. Um pobre garoto com arma na mão Gritando e apontando sem direção Invadiu a nossa base desprevinido. Hoje sei que foi uma emboscada, Mas àquela arma mesmo descarregada Trazia o mesmo mal temido. O primeiro tiro fui eu quem desparou. Os outros veio em rojadas. Voaram miolos e tripas foram jogadas. Do garoto quase nada sobrou. Antes de atingir o chão O seu corpo fez um pequeno clique E o som desse pique Reagiu com mais um grande clarão. Veio então a mega explosão. Todos jogos no chão Deixou a nossa defesa aberta. Passos e balas vinham incontáveis Com movimentos incalculáveis Não tivermos tempo de ficarmos alertas. Corri e me escondi o mais rápido Enquanto o batalhão se desfazia. Sabendo que eu de nada podia, Logo vi que não éramos mais aptos. Abracei a minha arma com força. O nó da garganta se fechava lentamente. E naquele momento a minha mente Se transformava numa forca. Quanto eles me alcançaram, E vendo como me encontraram Gargalhadas surgiam sufocadas. A primeira mão que em mim tocou Aqueceu o meu sangue e o descongelou Pois a morte seria a minha próxima parada... Até hoje eu nunca entendi o motivo de termos lutado batalhas que não nos pertencia. Havia os vitoriosos com suas falhas, mas no fim, àquele canalha de alta patente, vencia. Tsharllez Foucallt - Pseudônimo de Lucas Cândido.
No pensador.ai desde