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Frase de BEATRICEE KARLA LOPES

⁠Relato de uma borboleta diferente. Sou uma borboleta incompreensível, Com asas de humor variável, comportamentos e relacionamentos instáveis. Às vezes me sinto uma borboleta grande e outras vezes frágil como um botão de rosa, uma borboletinha tão pequenininha... Tem vezes que penso em morrer e arrancar minhas asas para não voar por aí fazendo merdas, outras vezes quero viver intensamente, com uma alegria exagerada em voos tranquilos e serenos. Sou mesmo uma borboleta com instabilidade emocional esquisita e que muda a cor de suas asas sempre quando se sente abandonada. Quando tudo parece perdido, eu entro em aventuras perigosas na floresta e que me colocam em risco. Mas, no outro dia, em meio a minha ressaca moral, eu digo que mudarei para sempre de vida e de comportamento. Daí começa uma nova e infinita busca para virar uma borboleta boazinha... Mas quando fico boazinha, me torno antissocial até a próxima crise existencial que me levará a voos perigosos e, em meio a surtos psicóticos, me vejo em risco novamente. Quando eu me sinto inútil, insegura, impulsiva, ou quando me sinto provocada emocionalmente por alguém, eu coloco todos em minha volta em perigo e emocionalmente abalados e preocupados. E é por isso que minhas relações sociais estão sempre sendo prejudicadas. Outras vezes sou uma borboleta hostil e irritada e depois sinto ansiedade, culpa e descontentamento geral, o que me faz perder o interesse e prazer nas atividades que antes gostava de fazer. Em outras ocasiões sinto raiva, solidão e tristeza (o que é mais corriqueiro). Não desejo pra ninguém ser uma borboleta como eu, com asas estragadas, mas que quando se regeneram faz de tudo para quebrá-las novamente, porque tem um mundo todo explodindo dentro dela. Ninguém faz ideia de como uma borboleta assim sofre com o seu perpétuo medo de abandono e dor espiritual. E vou seguindo assim: borboletando por aí, uma hora de um jeito e outra hora de outro jeito, e sempre cercada de julgamentos e acusações, simplesmente porque ninguém entende como uma borboleta tão bonita e inteligente pode ser assim. Por Beatricee Karla Lopes em 05/01/2021

BEATRICEE KARLA LOPES

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠O MORTO RIO VIVO Era uma vez o nosso Rio Preto... De águas tranquilas e escuras de lanolina,
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⁠O MORTO RIO VIVO Era uma vez o nosso Rio Preto... De águas tranquilas e escuras de lanolina, onde banhávamos com alegria. Ali, em meio a família, nós nos divertíamos. Chegávamos em casa e não lavávamos os nossos cabelos, para que a lanolina permanecesse neles e os hidratasse com sua preciosa propriedade. Quão saudável era aquele banho de água doce! Bom para pele, bom para o cabelo, bom para a alma. Saudade desse Rio Preto morto pelo homem; Saudade de afundar meus pés na areia macia que ali existia; Saudade de ver os moleques atrevidos saltarem da ponte para se aventurar nas águas desse tesouro; Saudade de brincar de correr de um fantasma jacaré que diziam que ali havia; Saudade do churrasquinho que papai fazia na beira do chamego Rio Preto lá no antigo Camping, que por sua vez nos recepcionava com um sorriso que só as crianças viam; Saudade de correr em suas margens e catar os restinhos de lixo para levar de volta para casa, só para deixar o “meu riozinho” limpinho do jeito como chegamos de manhã cedinho para passar o dia com ele e só sair ao entardecer. Saudade... Só saudade do morto Rio Preto que ainda vive dentro do meu ser e que lá no seu lençol freático ainda luta pra viver. 24/01/2017

⁠Ao Presidente do Tribunal de Júri e aos Jurados Ah, Vossa Excelência, vejo que estás impressionado com o texto da Lei que irá aplicar, seja como for! Oh, queridos jurados, vejo que estão perturbados e confusos diante de um destino humano que sabes que deverá regular, aconteça…
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⁠Ao Presidente do Tribunal de Júri e aos Jurados Ah, Vossa Excelência, vejo que estás impressionado com o texto da Lei que irá aplicar, seja como for! Oh, queridos jurados, vejo que estão perturbados e confusos diante de um destino humano que sabes que deverá regular, aconteça o que acontecer. Por favor, queridos jurados, não se esqueçam da criatura humana que estás diante de ti! Por favor, Meritíssimo, não se esqueça de aplicar a Lei que lhe é posta em suas mãos! A Vossa Excelência eu rogo a Lei, aos jurados eu explico a Lei. Mas, mais do que isso, eu vos digo, queridos jurados: vos sois um Tribunal Humano, um Tribunal que atende as fraquezas humanas e as deficiências da Lei! Fazei justiça com todas as suas forças, gritai imparcialidade, rogai a Deus por sabedoria! Eu creio na serenidade de Vossos Senhores. Creio que a Justiça Penal cede à humanidade e absolve o Réu. Sim, eu creio! Fazei o certo! Fazei Justiça! Que todos nós venhamos a cumprir o que ordena a Lei! Não só a Lei dos homens, mas muito mais do que isso: A SUPREMA LEI DE DEUS! Fiquem com Deus e que a paz do Nosso Senhor Jesus Cristo possa guiá-los nessa árdua decisão, amém. 19.05.2019

⁠MINHAS CRIANÇAS Três crianças tenho eu; Três amados eu tenho;
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⁠MINHAS CRIANÇAS Três crianças tenho eu; Três amados eu tenho; Três preocupações me rodeiam; e Três alegrias dentro do meu peito me permeiam. Uma delas é uma mocinha que brilha na sua doce puberdade; A outra é uma bebezinha que suplica para que tudo gire ao seu redor; e A outra criança é um doce homem que suplica por amor e por uma vida que nunca teve em sua infância. São três pedras preciosas em minhas mãos e algemas que me prendem eternamente. Liberdade, liberdade, NÃO grito eu, porque ser presa a essas divindades é estar perto de Deus. São Mateus, 06 de Janeiro de 2018.

⁠A DESPEDIDA Eu olho nos olhos dele com o coração despedaçado, mas decidida,
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⁠A DESPEDIDA Eu olho nos olhos dele com o coração despedaçado, mas decidida, me sentindo livre e desembaraçada. “Eu tenho de ir...” Eu digo isso a ele e me demoro a levantar; Junto as minhas coisas bem devagar, pra poder dar tempo de saber se este é o melhor caminho a se levar. Ao abrir a porta com as malas na mão, eu forço um sorriso com um aperto no coração; Pisco desesperada para me livrar das lágrimas que começam a embaçar minha visão, e, em oração, fecho a porta com aflição, dizendo “adeus” a quem foi a minha paixão. Já na porta do táxi, olho para cima e o vejo na janela a me observar partindo. Então fecho a porta do carro e dou um aceno de despedida, quase que mentindo. Só que desta vez eu me controlei, não chorei e nem olhei para trás, apenas segui em frente e deixei o passado na memória contumaz. POR BEATRICEE KARLA LOPES – 13/08/2014